Volkswagen corta investimento em 1.000 milhões por ano e reforça aposta nos eléctricos

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O fabricante automóvel alemão Volkswagen divulgou os seus novos objectivos e planos para o futuro na sequência do escândalo das emissões poluentes e do seu falseamento em diversos modelos de automóveis a diesel de marcas do grupo. A par de um corte de 1.000 milhões de euros nos investimentos, o construtor vai introduzir profundas alterações nos veículos a diesel e desenvolver uma nova ferramenta elétrica, para uso nas viaturas, com autonomia de 250 km a 500 km.

A Volkswagen vai reduzir os investimentos em 1.000 milhões de euros por ano, quando comparado com o anteriormente planeado. Ao mesmo tempo, explica a companhia, estabelecerá novas prioridades para os projectos futuros, com “reformação das decisões de produto”.

As novidades nas decisões estratégicas tomadas pelo Conselho de Administração da marca Volkswagen trarão implicações assumidas – uma delas, o novo Phaeton, topo-de-gama, será um modelo puramente eléctrico – e outras ainda pouco claras. Entre estas estará o potencial efeito sobre a Autoeuropa do corte dos 1.000 milhões de euros anuais em investimentos.

Ao contrário de Espanha, onde o Governo se reuniu com o novo presidente do grupo, Matthias Müller, que garantiu a estabilidade dos projectos, em Portugal ainda não foi assegurado, pelo construtor ou pelo Executivo, com a mesma certeza, a manutenção do plano de investimento de 700 milhões de euros, na Autoeuropa, até 2019.

No comunicado hoje divulgado, a Volkswagen indica cortes nos cursos fixos e, mais visível para os clientes, na reorientação da estratégia nos veículos diesel. Grande arma de ‘marketing’ e conquista de clientes, os TDI terão “tão rápido quanto possível” tecnologia AdBlue (sistema que faz uma injecção de ureia química no depósito de combustível para combater os óxidos de azoto), e um catalisador de redução selectiva (SCR, na sigla anglo-saxónica).

“Os veículos diesel serão equipados apenas com sistemas de emissões de escape que usem a melhor tecnologia ambiental”, indica a Volkswagen. O combate aos óxidos de azoto, NOx, por um método fraudulento, que consistia num dispositivo que alterava os valores aquando dos testes, foi o foco do escândalo das emissões conhecido a 18 de Setembro nos EUA e entretanto alastrado a todo o mundo.

Quanto à plataforma modular que servirá, transversalmente, de base aos modelos da Volkswagen (MQB, Modular Transverse Toolkit), do citadino Up ao familiar Passat – a mesma para a qual a Autoeuropa se está a preparar através do investimento previsto até 2019, e sobre a qual estará o modelo que se julga que a fábrica portuguesa possa vir a receber, um SUV do VW Polo – esta terá um foco em versões híbridas ‘plug-in’ (além do motor de combustão interna, há propulsão eléctrica com baterias recarregadas numa tomada de electricidade convencional ou na nova estação de 48 Volts). Maior autonomia, até 300 km, é um desafio assumido pela Volkswagen, que aponta ainda motores mais eficientes a gasolina, gasóleo e gás natural.

O construtor aponta ainda uma nova ferramenta eléctrica para uso futuro em veículos de passageiros e comerciais (designada MEB), com autonomia puramente eléctrica entre 250 e 500 km.

Por: Alexandre Frade Batista | Fonte: Diário Económico

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