Uber contrata investigadores que ficaram conhecidos como “hackers” do Jeep

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Uber tem dois novos colaboradores que não passam despercebidos. Charlie Miller e Chris Valasek trabalham, respetivamente, nas áreas de segurança de sistemas de informação e de automóveis e ficaram conhecidos como autores do “hack” à Jeep após terem descoberto, no âmbito de uma investigação, uma falha que permitia controlar alguns modelos da marca através da internet.

Os investigadores Charlie Miller e Chris Valasek anunciaram que vão trabalhar para a Uber no Centro de Tecnologia Avançada que a empresa mantém em Pittsburgh, na Pensilvânia, Estados Unidos. Os dois foram responsáveis pela descoberta de uma vulnerabilidade grave no sistema de entretenimento usado pela Fiat-Chrysler nos Estados Unidos, que lhes permitiu hackar um Jeep e desligar o motor do carro a partir da internet.

Por causa da falha, a Fiat-Chrysler realizou um recall de 1,4 milhões de veículos nos Estados Unidos para atualizar o sistema de entretenimento e eliminar a vulnerabilidade. A operadora de telefonia móvel Sprint, a única com a qual o carro se liga, também realizou uma mudança na configuração da rede para impedir a exploração da falha pela internet.

Charlie Miller deixará a equipa de segurança do Twitter, onde trabalha atualmente, e Chris Valasek se despedirá da empresa de segurança IOActive, onde ele lidera a divisão de pesquisa em segurança de automóveis.

O projeto de pesquisa em segurança de carros realizado pela dupla foi financiado pela Agência de Pesquisa em Projetos Avançados de Defesa (DARPA, na sigla em inglês), do governo dos Estados Unidos.

Uber quer carros que se conduzam sozinhos

A nova “casa” da dupla, o Centro de Tecnologia Avançada do Uber (Uber ATC, na sigla em inglês), é um centro de pesquisa virado para o desenvolvimento de novas tecnologias de transporte. O Uber está a contratar diversos engenheiros mecânicos, eletrotécnicos e informáticos para trabalhar no local, para além de especialistas em gestão de frota e em tecnologias de mapeamento, ótica e radares.

O ATC foi criado como uma parceria da empresa com a Universidade de Carnegie Mellon. No entanto, segundo o Wall Street Jornal e o The Verge, a colaboração não foi tão amigável, porque o Uber “roubou” cerca de 40 pesquisas da instituição em janeiro e fevereiro, desfalcando as pesquisas do Centro Nacional de Engenharia Robótica da universidade.

O objetivo da pesquisa do Uber é um dia substituir ao seus motoristas por carros autônomos, capazes de fazer automaticamente os trajetos solicitados pelos clientes

Por: Altieres Rohr (adaptação do português do Brasil) | Fonte: Globo

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