Sistema de gestão de frotas para bicicletas de uso livre

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Aveiro queria ser uma cidade mais “verde”. Juntando a motivação ambiental à necessidade de reduzir o trânsito na urbe, a Câmara Municipal de Aveiro investiu em bicicletas de uso livre, a BUGA (Bicicleta de Utilização Gratuita de Aveiro).

Mas, como é evidente, os problemas começaram a aparecer. O sistema é gratuito, a bicicleta é de todos. Portanto, não é de ninguém: “Inicialmente, o grande inimigo das BUGAs foi o vandalismo”, explica Pedro Fonseca, director-geral da Micro-IO, uma empresa de electrónica associada à Universidade de Aveiro (UA).

“Eram às dezenas que se iam buscar aos canais da Ria, ao que eu ouvia contar”, recorda Fonseca, que também pertence ao departamento de Electrónica e Comunicações da UA, mas com actividade suspensa desde 2007 para se dedicar às actividades empresariais.

Mas Aveiro insiste nas duas rodas. E até quer ampliar a ciclovia a outros concelhos do distrito. Um consórcio formado pelas câmaras municipais da Murtosa, de Ovar e de Estarreja, a que se junta a UA, criou o CicloRia, um novo projecto de “mobilidade ciclável” na Ria de Aveiro.

A empresa de Pedro Fonseca quer apanhar o pelotão e concebeu um novo sistema, integrado em rede, de gestão da frota de bicicletas. É o primeiro, garante, desenvolvido a 100% em Portugal e combina a identificação electrónica do utilizador com um sistema de GPS que o guia através de pontos de interesse, turísticos ou profissionais.

Este sistema pode funcionar num aparelho autónomo, integrado num suporte no guiador da bicicleta. Ou, de uma forma mais simples, como software de telemóvel: “Pode ter o mapa das zonas da Ria e pontos de interesse do local, além de indicações sobre a fauna e a flora”.

Nas cidades, pode indicar ao ciclista que há uma peça de teatro em cena naquele dia, a sessão de cinema mais próxima no tempo e no espaço ou detalhes sobre um museu. E como se ‘indicam’ tais coisas ao turista? Por um simples ‘bip’ emitido pelo sistema sempre que o GPS detecta a proximidade do ponto de interesse.

E para que não seja necessário resgatar bicicletas dos canais da Ria, uma central de controlo permite gerir todo o tráfego, a partir do levantamento da bicicleta – feito com cartão electrónico, que identifica e responsabiliza o utilizador pelo veículo – até à entrega.

E distribuir bicicletas pelos respectivos parques de estacionamento (em qualquer das cidades do consórcio de municípios do CicloRia) sempre que a necessidade surja, através de veículos de carga próprios.

Só falta o investimento. O sistema está no mercado, sob o interesse do consórcio municipal e disponível até “para o mercado internacional”, garante Fonseca.

in Sol

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