Renting – 7 Dicas para Poupar no seu Contrato

O Renting é uma modalidade de aluguer que pode ser particularmente confortável, já que por norma inclui uma panóplia de serviços e comodidades ajustáveis às necessidades da empresa ou do cliente que assina contrato com a locadora.

Conhecido também como Aluguer Operacional de Veículos (AOV), o Renting é definido no site da Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting (ALF) como “uma oferta integrada de serviços que tem por base o aluguer operacional de um veículo novo para um determinado prazo e quilometragem, mediante o pagamento de uma renda onde o cliente apenas suporta a depreciação comercial estimada”. Por se tratar de um aluguer, o veículo é contratualizado por um período entre os 12 e os 54 meses ou por quilometragem máximas, permanecendo sempre em nome da locadora durante esse tempo.

Aqui deixamos sete tópicos aos quais deverá estar atento no processo de tomada de decisão quanto a um contrato de renting.

  • Proceda ao downgrade dos veículos da frota da sua empresa para carros cujos custos de aquisição não superem os 25.000 € (valor com IVA incluído).

    Economizar no contrato de renting
    Esta prática poderá ser particularmente útil para negócios que desejem manter frotas com veículos a gasóleo ou a gasolina e cujos contratos de renting não foram atualizados em 2014, dadas as alterações à taxa de tributação autónoma introduzidas em janeiro desse ano, que passaram a vigorar para todo o parque circulante:

    • Veículos ligeiros e de passageiros ou mistos com valor de aquisição inferior a 25.000 € são taxados a 10%;
    • Sobre os veículos entre os 25.000 € e os 35.000 € incide uma taxa de 27,5%;
    • Viaturas no valor de 35.000 € ou mais são taxadas a 35%;
    • Taxas agravadas em 10% caso o sujeito passivo apure prejuízos fiscais no exercício;
    • Estão isentos desta Tributação Autónoma todos os encargos sustentados com veículos atribuídos como rendimento em espécie.
  • Solicite à locadora o envio de propostas de renting com e sem simulação de seguro.

    Há que avaliar o que é para si mais benéfico: se pagar faseadamente, na renda mensal, o valor acordado entre a sua locadora e a seguradora que com ela trabalha, se pagar numa ou mais prestações à seguradora que contactou por sua iniciativa e lhe ofereceu a simulação mais atrativa.

  • No caso de contratos com uma duração de mais de 3 anos e sobre viaturas para uso muito frequente, solicite à locadora o envio de propostas de renting com e sem troca de pneus.

    Peça, simultaneamente, uma simulação para troca de pneus a uma (ou mais) marca(s) especializada(s). Compare os valores das duas propostas e avalie o que lhe é mais favorável: pagar a troca a um preço que pode ser mais elevado, mas que é dividido pelas rendas do renting, ou pagar de uma assentada, numa marca/oficina da sua escolha, um valor cujo total é potencialmente mais baixo.

  • Avalie bem as suas necessidades quanto à duração do contrato – observe e planeie antecipadamente o número de viaturas de que necessita e por quanto tempo.

    As empresas de aluguer de automóveis sem condutor colocam hoje à disposição dos seus clientes uma grande diversidade de modalidades – do renting, tipicamente de duração mais prolongada, ao aluguer em regime de curto ou médio prazo. Vale, por isso, a pena, conhecer os diversos produtos, estudar a sua adequação às respetivas necessidades da empresa e, para evitar o desperdício, reduzir a dimensão da frota, recorrendo esporadicamente aos alugueres de média/curta duração em períodos mais exigentes.

  • Considere sempre a desvalorização de mercado de cada marca.

    Embora seja importante atentar no valor de mercado das viaturas alvo de renting, por forma a conseguir um bom negócio com taxas de tributação autónoma favoráveis, há que ser perspicaz na escolha das marcas, ter em conta o valor de revenda dos modelos contratualizados e avaliar a solução mais conveniente. Por vezes, o uso que será dado aos carros contratualizados e as necessidades dos seus futuros condutores podem ser beneficiados pela escolha de familiares médios (de valor inferior a 35.000 €), de marcas mais reputadas, mesmo que ligeiramente mais caras que outras opções do mesmo patamar (e que outras opções de valores inferiores a 25.000 € – e, portanto, menos taxadas). Tenha em conta que nem sempre a viaturas com P.V.P. mais elevado corresponde uma renda significativamente mais cara. Solicite simulações para diversos modelos, por forma a avaliar que opção lhe facultará, comparativamente (e tendo sempre em contas as suas necessidades ou dos condutores da sua empresa), as melhores condições para o colocar ao volante da melhor viatura.

  • Negoceie conjuntamente o maior número de veículos (por oposição a faze-lo isoladamente).

    Esta pode ser uma boa forma de contornar o downgrade das viaturas nas ocasiões em que ele não é desejável. Esta estratégia de concentração das compras confere às empresas maior poder negocial, proporcionando-lhes melhores descontos nas condições de compra, os quais podem servir de “esponja” para uma porção do agravamento fiscal.

  • A grande possibilidade de poupança que 2015 trouxe às empresas donas de frotas automóveis é, contudo, a reforma da fiscalidade verde.

    A reforma da fiscalidade verde na gestão de frotas
    Os  incentivos ao uso de viaturas menos poluentes podem ser particularmente adequadas para integrar frotas de táxi ou de serviços de entrega de curta distância, por exemplo. Graças a esta reforma, fixaram-se, como incentivo, as seguintes taxas de tributação autónoma para viaturas ligeiras de passageiros.

  • Viaturas híbridas plug-in:
    • 5% quando o seu custo é inferior a 25.000 €;
    • 10% quando o custo de situa entre os 25.000 € e os 35.000 €;
    • 17,5% quando o custo é superior a 35.000 €.
  • Viaturas a GPL ou GNV (respetivamente, Gás de Petróleo Liquefeito e Gás Natural Veicular):
    • 7,5% quando o seu custo é inferior a 25.000 €;
    • 15% quando o custo de situa entre os 25.000 € e os 35.000 €;
    • 27,5% quando o custo é superior a 35.000 €.

Aos benefícios com este tipo de veículos, acresce a possibilidade de dedução do IVA:

  1. No caso de viaturas elétricas ou híbridas Plug-in de turismo, este imposto é dedutível em despesas relacionadas com a aquisição, fabrico, importação, locação, utilização, transformação e reparação;
  2. Em viaturas a GPL ou GNV de turismo é dedutível 50% do IVA nestas mesmas despesas.

Relativamente ao IRC e dedutibilidade dos gastos com depreciações de ligeiros de passageiros ou mistos, mantêm-se os limites anteriormente estabelecidos para as viaturas adquiridas até ao fim de 2014. Porém, mais uma vez, as viaturas amigas do ambiente são valorizadas, tendo sido fixados os seguintes limites quanto aos veículos que comecem a ser alvo de tributação a partir de 2015:

Fonte: Serras Consulting

Tipo de viatura

Viaturas ligeiras de passageiros ou mistas adquiridas nos períodos de tributação que se iniciem em 1 de janeiro de 2015 ou após essa data Movidos exclusivamente a energia elétrica HíbridosPlug-in Movidos a gases de petróleo liquefeito ou gás natural veicular Restantes viaturas
Limite fiscal 62.500,00 50.000,00 37.500,00 25.000,00