Rent-a-car é o maior comprador de ligeiros de passageiros em Portugal

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O mercado automóvel português está a mudar, um acontecimento a que não são alheios o crescimento do turismo e as alterações legislativas – mais concretamente, a fiscalidade verde e as mudanças na tributação autónoma. Um dos reflexos mais significativos da mudança é o aumento da compra de ligeiros de passageiros pelo rent-a-car, que nos primeiros cinco meses deste ano adquiriu mais 29% de ligeiros do que em 2014. Hoje o rent-a-car é mesmo o segmento que mais automóveis compra, sendo muito procurado por turistas e um recurso cada vez mais relevante também para empresas.

O setor de rent-a-car está a registar no começo do verão um nível de ocupação francamente satisfatório, tendo, para tal, contribuído o aumento do número de turistas e por outro lado o melhor ajustamento da frota disponível à procura.

No que respeita à importância do setor de rent-a-car para o setor automóvel em Portugal, importa referir que o rent-a-car é atualmente o setor que mais compra veículos ligeiros de passageiros em Portugal, pelo que o seu peso no mercado automóvel nacional é inquestionável, sendo que cerca de 27% dos veículos novos vendidos no corrente ano até final de maio destinaram-se a empresas de rent-a-car.

A atividade de aluguer de automóveis sem condutor em regime de curta duração (rent-a-car) em 2014 registou um significativo crescimento, na sequência do que já havia acontecido em 2013, verificando-se um aumento da faturação de 13%% no que respeita ao aluguer de veículos ligeiros de passageiros.

No que respeita ao ano de 2015, tendo em conta os elementos estatísticos disponíveis até junho estima-se um aumento da faturação de 5 a 8% face ao ano anterior.

O setor de rent-a-car espera que em Portugal se registe uma diminuição da sazonalidade e que com tal situação o setor tenha taxas de ocupação nos meses de setembro a dezembro melhores do que as registadas em anos anteriores.

Seguramente o setor de rent-a-car registará também em 2015 um bom ano em matéria de Turismo. Portugal tem registado um aumento da procura turística a que não é alheia a melhor coordenação entre os agentes do setor, a crescente atratividade do destino Portugal e o trabalho de promoção efetuado pelas instituições ligadas à promoção turística.

Sendo certo que Portugal tem sido premiado nos últimos tempos como destino turístico, tais prémios ainda não são suficientes para recuperar os lugares perdidos, devendo continuar a investida na forte promoção do destino Portugal e a consequente recuperação das empresas ligadas ao turismo, onde naturalmente se inclui o rent-a-car.

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A atividade de aluguer de automóveis sem condutor (rent-a-car) é um setor com grande significado para a economia portuguesa e especial para o Turismo, representando em grande parte o produto turístico nacional, pois não podemos esquecer que é o primeiro e o último produto turístico utilizado por quem nos visita.

O número de veículos adquiridos por empresas de rent-a-car em 2015 é francamente superior ao de 2014, registando um aumento nos primeiros 5 meses do ano de 29% no que respeita a veículos de passageiros e de 2% no que respeita a veículos de mercadorias. No entanto este aumento de compras não significa um aumento da frota de rent-a-car e rent-a-cargo.

Também ao nível do mercado empresarial, o rent-a-car tem ganho, ou melhor dizendo, recuperado importância a nível da escolha deste produto como o mais adequado às empresas.

No ano em curso o aluguer de curto e médio prazo tem vindo a aumentar a sua procura – O empresário tem uma grande flexibilidade de ajustar a frota às suas necessidades.

Com o agravamento operado na fiscalidade incidente sobre os veículos utilizados pelas empresas (os chamados veículos de serviço) a utilização de veículos pelas empresas tem de ser cada vez mais rigorosa, para que seja a estritamente necessária – isto é, não ter veículos que não se destinem à atividade produtiva da empresa.

Efetivamente, a carga fiscal incidente sobre os automóveis utilizados pelas empresas atinge valores de tributação autónoma que se poderão tornar incomportáveis para a maioria do tecido empresarial português, pois as taxas tributação autónoma para o ano 2015 variam de 10% a 35%.

Fonte: Publituris (excertos) | Fonte (imagem): ilko/Ilker

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