Protesto contra Uber junta 400 taxistas no aeroporto de Lisboa

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Uma caravana de táxis em protesto contra a Uber percorreu esta manhã um trajeto entre o Parque das Nações e o Aeroporto de Lisboa, local onde se concentraram quatrocentos taxistas. Em causa está o transporte de passageiros realizado com recurso à aplicação móvel Uber, uma atividade que os profissionais dos táxis classificam como sendo ilegal.

A agência Lusa está a acompanhar o protesto e fez em 50 minutos um trajeto – entre o Parque das Nações e o aeroporto – que normalmente leva cinco e dez minutos a ser feito.

Segundo a organização do protesto, a cauda da manifestação encontrava-se pelas 10h na Avenida Alfredo Bem Saúde, mais conhecida por Ralis. Do aeroporto de Lisboa, os taxistas vão para o Instituto da Mobilidade e Transportes (IMT), que, segundo alguns taxistas, é um dos organismos responsáveis pela atual situação.

O Serviço Rádio Táxis parou os serviços esta terça-feira, 8 de setembro, em solidariedade com o protesto.

Os taxistas estão a fazer hoje um protesto no Porto, em Lisboa e em Faro, com a realização de marchas lentas contra o transporte de passageiros por condutores ligados à empresa que utiliza a aplicação eletrónica Uber.

“A razão do protesto visa alertar para os efeitos da violação da lei, do não-acatamento de decisões judiciais, constituindo neste caso crime”, e protestar contra a “tolerância dos decisores” e a “inação dos fiscalizadores, no uso das competências e obrigações a que estão vinculados”, explicou, em comunicado, a Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL).

Os taxistas pretendem entregar um dossiê explicativo das suas razões ao presidente do Instituto da Mobilidade Terrestre e à ministra da Justiça, em Lisboa.

Numa nota, a PSP informa que existirão elementos policiais a proceder ao desvio do trânsito devido aos previstos condicionamentos da circulação rodoviária e aconselha os cidadãos a utilizarem preferencialmente os transportes públicos para deslocações na cidade de Lisboa.

O Tribunal Central de Lisboa aceitou a 28 de abril deste ano uma providência cautelar interposta pela ANTRAL, e proibiu os serviços da aplicação de transportes Uber em Portugal, decisão que foi confirmada pelo mesmo tribunal em junho.

A ANTRAL acusa a Uber de “continuar a trabalhar da mesma forma” que trabalhava antes da decisão do tribunal.

Fonte: LUSA

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