Portugueses só querem verdes se forem superiores aos modelos tradicionais

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Maioria só opta por comprar veículo híbrido ou eléctrico se este for superior em tudo ao modelo equivalente na gama tradicional.

O interesse por veículos ecológicos é crescente, mas ser “verde”, só por si, ainda não basta para garantir a preferência dos portugueses por veículos híbridos ou eléctricos sobre os veículos com motores tradicionais a gasolina e a gasóleo. Nem mesmo a expectativa de uma nova escalada do preço dos combustíveis é motivo suficiente para levar os consumidores portugueses a decidirem-se por um veículo híbrido ou eléctrico no momento de compra.

Esta opção só se verifica se o veículo além de “limpo” for, na sua globalidade, superior ao modelo equivalente movido a gasolina ou a gasóleo, revela um estudo, da empresa de consultoria Accenture, a que o DN teve acesso, concluindo que este é mais um desafio para os fabricantes de automóveis.

De acordo com um inquérito a mais de 1850 consumidores em cinco países – Portugal, Alemanha, França, Itália e EUA/Canadá -, a maioria só se mostra propensa a adquirir um automóvel híbrido ou eléctrico na condição de este ser “melhor” do que o seu equivalente na gama tradicional. Portugal não é excepção, com seis em cada dez respostas (60%) a revelarem esta tendência. O mercado alemão e o dos EUA/Canadá são ainda mais exigentes, com 74% e 65% dos entrevistados a fazerem a mesma afirmação, respectivamente, sendo os franceses e os italianos os mais condescendentes (55% e 46%).

O preço elevado dos combustíveis só foi apontado por 36% dos inquiridos portugueses como uma razão para comprar um “automóvel verde”. Para além disso, entre os que já tinham conduzido um carro híbrido ou eléctrico, embora tendo considerado a taxa de eficiência energética entre “muito boa e excelente”, a maioria classificou apenas com “bom” atributos como a condução, desempenho, estilo e manutenção do veículo. E menos de metade (42%) afirmou ter intenção de comprar um automóvel híbrido ou eléctrico nos próximos dois anos face aos 62% em Itália e 51% em França, mas acima dos EUA/Canadá (31%) e Alemanha (29%).

O estudo conclui que, apesar dos consumidores serem cada vez mais propensos a veículos alternativos, ainda querem “modelos que representem uma nova fase na evolução da indústria automóvel”, acrescentando que “os vários serviços oferecidos pelo veículo vão desempenhar um papel fundamental nesta tendência” e aconselha os fabricantes a criarem “parcerias estratégicas que lhes permitam diferenciar-se”. E.F.

in Diário de Notícias

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