Porto – Reduzido valor de avenças de estacionamento para residentes em zonas abrangidas por parquímetro

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São boas notícias para os habitantes da Cidade Invicta detentores de carro, em particular para os do centro histórico. Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto, defende que, sendo um bem escasso, o estacionamento na cidade nortenha não deve ser alvo de «discriminação por zonas». Por esse motivo anunciou recentemente reduções muito consideráveis (entre 52% e 75%, aproximadamente) nas avenças de estacionamento para residentes. A medida vem assim uniformizar os valores das taxas cobradas aos moradores destas Zonas de Estacionamento de Duração Limitada (ZEDL), que passam a pagar 100 euros/ano pelo primeiro carro.

Em 2015 os automobilistas do Porto a viver em Zonas de Estacionamento de Duração Limitada, como o centro histórico, passam a pagar menos por avença de estacionamento

Fotografia © Pedro Granadeiro / Global Imagens

Por Lusa

No caso de moradores com um carro, estacionamento fica nos 28 cêntimos por dia (100 euros por ano).

O presidente da Câmara do Porto afirmou hoje que as novas taxas de estacionamento para residentes atingem descidas superiores a 70%, ficando, no caso de moradores com um carro, nos 28 cêntimos por dia (100 euros por ano).

Rui Moreira falava durante a reunião camarária pública, na qual foi aprovada, com a abstenção da CDU, a redução das taxas de estacionamento para residentes em Zonas de Estacionamento de Duração Limitada (ZEDL), a criação de avenças mensais e a uniformização dos valores para toda a cidade.

“Estas taxas representam 28 cêntimos por dia. Parece-me um valor perfeitamente razoável. O estacionamento no Porto é um bem escasso. A nosso ver não deve haver discriminação por zonas”, descreveu o autarca.

De acordo com os dados transmitidos à Lusa por fonte camarária, as descidas situam-se entre os 40,8% e os 53,9% na zona definida como prioritária (centro histórico), passando de 217 para 100 euros anuais para um carro.

Fora da zona prioritária, os valores passam a ser os mesmos, pelo que aqui a redução agora aprovada se situa entre os 52,1% e os 75,6%, “já que a anuidade de um carro passa dos 411 para os 100 euros”, observou a mesma fonte.

Num documento a que a Lusa teve acesso, a Câmara revela que os montantes anuais aprovados em 2012 pelo anterior executivo para a zona de intervenção prioritária eram de 217 euros para um primeiro carro, de 411 para um segundo carro e 507 euros para o terceiro carro.

Fora dessa área, os valores eram, respetivamente, de 411, 507 e 627 euros.

A proposta hoje aprovada fixa a avença anual para um carro em 100 euros.

A segunda avença anual para o mesmo residente atinge os 200 euros e a terceira e seguintes 300 euros.

Foram ainda criadas avenças mensais: a primeira é de 10 euros, a segunda de 20 e a terceira e seguintes de 30 euros.

No documento hoje aprovado, Moreira justifica que os aumentos feitos em 2012 levaram a uma diminuição de 70% nas avenças atribuídas, e hoje adiantou que as reduções aprovadas se vão traduzir em menos “24 mil euros” na receita municipal.

O assunto gerou acesa discussão, nomeadamente entre a maioria e o vereador da CDU, Pedro Carvalho, de acordo com quem em 2010 se “pagava apenas 10 euros por cartão de residente”.

A vereadora da Mobilidade, Cristina Pimentel, esclareceu que “as avenças anteriores a 2012 eram de 10 euros mas a duração era limitada” e que “no resto do tempo” o valor para os moradores era de “mais 50%”.

Na reunião de hoje foi também aprovada, com o voto contra da CDU, a alteração aos termos do concurso público para concessionar o estacionamento pago na via pública.

Esta mudança, apresentada também por Rui Moreira, foi justificada com uma “lista de erros e omissões” apresentada por três concorrentes e reconhecidos pelo júri do procedimento e modifica o valor estimado da concessão por 12 anos de 171,4 para 139,7 milhões de euros.

A Câmara do Porto aprovou hoje assinar com o FC Porto um contrato promessa para a cedência gratuita das piscinas de Campanhã, dependente da aprovação de uma candidatura do clube a fundos comunitários, para realização de um investimento “de valor considerável” que o clube se compromete realizar “na remodelação” do complexo.

No documento, a que a Lusa teve acesso, refere-se uma cedência “a título gratuito” e por 25 anos, mas está prevista a colaboração com a Câmara na promoção da modalidade e a abertura do complexo à população.

Fonte: Diário de Notícias

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