Porque é que apesar da desvalorização do crude a baixa no preço dos combustíveis é apenas ligeira?

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Abastecer o automóvel é a partir de hoje mais barato – mas não muito… Segundo notícia do Dinheiro Vivo, o preço dos combustíveis baixa hoje em aproximadamente um cêntimo no caso do gasóleo e até 1,5 cêntimos na gasolina. Para o consumidor comum estes combustíveis custam, respetivamente, cerca de 1,242 e 1,551 euros por litro. Mas porque é que a desvalorização do barril de petróleo não gera baixas de preço mais acentuadas? A Associação Portuguesa De Empresas Petrolíferas (APETRO) e a Associação Nacional de Revendedores de Combustível (ANAREC) ajudam a perceber a questão…

Os consumidores, dada a forte queda do petróleo nos últimos dias, esperavam descidas mais acentuadas. Mas os preços dos combustíveis, que desde o início do ano sofreram forte agravamento – a gasolina subiu 17,5% e o gasóleo 8,6% –, não são definidos apenas pela cotação do crude na Europa. As petrolíferas têm em conta a média semanal dos preços dos derivados. A gasolina, durante o verão, fica mais cara, porque é o combustível mais usado para as viagens de carro pelos norte-americanos; o gasóleo fica mais caro no inverno, porque é muito usado para equipamentos de aquecimento no período mais frio do ano.

As variações cambiais também interferem nesta fórmula. Quer o ouro negro quer os derivados são cotados em dólares e depois são convertidos para euros. Com a recente desvalorização da moeda única, uma descida na cotação dos derivados pode ser anulada se o euro descer ainda mais face ao dólar, e vice-versa. Os impostos também fazem parte do preço final que é apresentado junto dos consumidores, mas apresentam uma variação menos regular (habitualmente são mexidos no início de cada ano).

Estas são as razões para que o preço dos combustíveis se “mantenha próximo dos valores atuais” nos próximos meses, segundo António Comprido, secretário-geral da associação que representa as petrolíferas em Portugal (APETRO), em declarações ao Dinheiro Vivo.

Isto gera receios junto dos revendedores de combustíveis (ANAREC). “Temos margens de comercialização cada vez mais baixas e os clientes continuam a fugir”, diz o secretário-geral, João Durão Santos.

Declarações que contrariam o aumento de 5,7% do consumo de combustíveis em junho, acima da média, indicam os dados da Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (ENMC), apesar do aumento dos preços nos últimos meses. Portugal apresenta o 7.º preço mais caro da gasolina após impostos da União Europeia. No gasóleo, é o 12.º mais caro dos 28.

Por: Diogo Ferreira Nunes | Fonte: Dinheiro Vivo | Fonte (imagem): Freeimages.com/Kiril Havezov

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