Partilha de veículos chega às empresas – carsharing, fleetsharing e gestão de frotas

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A gestão de frotas vem mudando muito nos últimos anos. As alterações têm surgido como consequência de consecutivas alterações legislativas, da proliferação de produtos de aluguer de diversas naturezas e, por fim, da introdução de grandes benefícios sobre a escolha de veículos mais amigos do ambiente e de determinadas formas de mobilidade. Em 2015, com a entrada em vigor da reforma da fiscalidade verde, as alterações mais significativas ao nível da gestão de frotas nas empresas passam pela possibilidade de dedução de IVA a 100% nos carros elétricos, bem como pelos benefícios de tributação no caso de partilha de veículos – o carsharing e fleetsharing. Aprofundam-se neste artigo essas alterações, exploram-se os conceitos ligados à mobilidade partilhada e explicam-se as novidades que ela trouxe às empresas e suas frotas.

Partilha e flexibilidade. Estas são as palavras de ordem do setor de gestão de frotas que no ano passado mostrou sinais de retoma no nosso País. Os gestores de frotas vão transformar-se em “gestores de mobilidade”

” A mobilidade está a tornar-se cada vez mais exigente: as tendências e as restrições –económicas, ambientais e regulamentares ­ evoluíram. Hoje e neste contexto, os desafios são mais que muitos”, revela em entrevista ao Hipersuper Nuno Jacinto, Diretor Comercial e de Comunicação da ALD Automotive. “A mudança de mentalidades, a procura por soluções inovadoras para responder eficazmente a este novo contexto, o aumento exponencial da tecnologia e informação disponibilizada e a expectável diminuição do tráfego e dos custos em cidade, representam algumas das oportunidades”. Por outro lado, “algumas das possíveis dificuldades poderão ser os custos em novas soluções tecnológicas e os tempos de teste destas novas soluções, que poderão representar um adiar da sua implementação”.

Num futuro próximo, os gestores de frota vão tornar-se cada vez mais “gestores de mobilidade e não tanto “financiadores de mercado”, gerindo a mobilidade global dos clientes, acredita o responsável.

“Os clientes procuram atualmente serviços que maximizem a mobilidade dos seus utilizadores e que respondam à evolução, baseada em conceitos de `car-sharing’, na integração de vários meios de transporte, na generalização da telemática, dos smartphones e de novas funcionalidades de georeferenciação.

Pedro Pessoa, diretor comercial da LeasePlan, diferencia os conceitos de `carsharing’ e `fleetsharing’ e acredita que estes não resolvem todos os problemas de mobilidade. “O primeiro é utilizado numa lógica de uso particular de partilha de um veículo para pequenos percursos urbanos, já o fleetsharing consiste na partilha de um veículo entre colaboradores de uma mesma empresa. Esta solução resolve apenas uma franja das necessidades de mobilidade das empresas, não resolvendo as questões estruturais das mesmas. Estamos atentos ao potencial deste conceito, constituindo-se como uma forma eficiente e racional de suprimir as necessidades de mobilidade dos colaboradores, mas acreditamos que a sua adoção seja um processo lento. Para dar resposta a esta tendência de mercado, a LeasePlan tem uma parceria com a rede de carsharing promovida pela Mobiag”.

Em 2015, o setor enfrenta ainda o desafio da reforma da fiscalidade verde, considera Nuno Jacinto. “Estas medidas poderão facilitar e introduzir alguns veículos pouco considerados até hoje na política de frotas das empresas, movidos a energias alternativas, como é o caso das “Bi-Fuel” ou “Plug In”. Já os veículos puramente elétricos, que já antes estavam isentos de tributação autónoma em sede de IRC, têm como novidade a possibilidade de dedução de IVA a 100%.

Aguardamos expectantes a reação do mercado no que respeita à reforma da fiscalidade verde e em que medida estas alterações, por si só, poderão ou não serem suficientes para impulsionar este segmento de veículos. Da nossa análise, o acréscimo destes benefícios implica uma redução significativa do TCO (Custo Total de Utilização) reposicionando-os relativamente aos modelos ditos tradicionais. A questão é verificar se a anunciada redução é suficiente para passarem a ser soluções reais para empresas e utilizadores”.

 

SISTEMAS “POOL”

José João Claro, VP da Fleetsharing, empresa que lançou um sistema de partilha de viaturas internas que permite fazer a gestão de uma frota em sistema “pool” utilização em função das necessidades de deslocação da empresa­ afina pelo mesmo diapasão. 2014 contribuiu com um “novo ânimo” e “incentivo” às empresas para “diversificarem” a oferta. O mercado português necessita de “novas soluções de mobilidade, mais sustentadas e racionais” que permitam complementar a gestão de uma frota. “A gestão de frotas em sistemas pool está em crescimento acelerado e vamos assistir a um crescente interesse em termos tecnológicos de adicionar outros serviços à própria frota, integrando as soluções numa só aplicação”.

Por outro lado, “nas cidades vamos assistir ao crescimento da criação de sistemas de mobilidade integrados onde o utilizador terá acesso a uma mobilidade total em troca de um valor único, tal como já existe no setor das telecomunicações”, prevê o responsável da Fleetsharing.

O serviço da Fleetsharing, que nasceu no seio da “start up” portuguesa mobiag, é destinado a empresas com frota própria e baseado numa aplicação “inovadora” que se destina à gestão de operações comerciais em “carsharing”. “Consiste em fazer a gestão de frota em sistema de `pool’ sem a carga operacional deste tipo de modelo e sem penalizar os utilizadores”. O novo serviço destina-se a empresas “cujas frotas já são geridas em sistema de `pool’,

Por: Rita Gonçalves | Fonte: Hiper Super

Para além da partilha de carro, também o uso de localizadores por GPS pode ser decisivo para otimizar a gestão de frota da sua empresa.

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