Oposição contra chips: Sócrates critica

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O primeiro-ministro criticou na passada sexta-feira a oposição por ter impedido a cobrança electrónica de portagens, através dos chips, invocando uma espécie de «fantasma do Big Brother». José Sócrates reiterou que o identificador servirá exclusivamente para o pagamento de portagens e que será apenas obrigatório para «os veículos que passem» nas SCUT.

Os critérios de isenção para quem trabalhe na área destas auto-estradas e para os residentes são, no entanto, «uma coisa muito subjectiva e que tem de ser muito bem explicada», defendeu a deputada do partido ecologista Os Verdes,
Heloísa Apolónia, citada pela agência Lusa.

«Não consigo perceber como é que se juntam todas as bancadas da oposição com um único objectivo, impedir o prosseguimento do projecto de portagens de cobrança electrónica», respondeu José Sócrates.

«SCUT não comportam portagens físicas»

O primeiro-ministro disse ainda que existe uma «visão preconceituosa» de que «alguma evolução electrónica, na mente do PCP, será sempre um big brother que vai atentar contra os direitos dos cidadãos».

E fez questão de sublinhar que «já demos todas as garantias, para que não haja a mínima desconfiança. Já aceitámos que o identificador do veículo sirva apenas para a cobrança de portagens, e nada mais do que isso. Já concordámos que a obrigatoriedade devia ser apenas para aqueles veículos que passem nessas portagens».

Sócrates reiterou a informação avançada na véspera pelo secretário de Estado dos Transportes, Paulo Campos, de que uma SCUT «tem características geométricas diferentes, com mais entradas e saídas». Estas condicionantes tornam «impossível aplicar portagens físicas, a não ser que fechássemos entradas e saídas e que fizéssemos investimentos muito significativos». Até porque a colocação de praças de portagens demoraria três anos a construir.

Via Verde e chips: que diferenças?

«As portagens de cobrança electrónica são um método moderno, de maior vantagem para o Estado e para quem passa nas auto-estradas». Sócrates acrescentou que não existirem diferenças entre este sistema electrónico e a Via Verde.
Mas a deputada Heloísa Apolónia contestou: a diferença é que a cobrança da Via Verde «é voluntária» e o sistema de chips «seria obrigatório».

in Agência Financeira

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