O que fazem estas empresas para poupar nas suas frotas automóveis?

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Reaproveitar óleos, reduzir o número de veículos ou renegociar as características dos contratos de leasing e renting. Estas são três das estratégias que se podem revelar decisivas para otimizar a poupança na gestão de frotas automóveis e que refletem o modo como as companhias a operar em Portugal têm agido nesse campo. As empresas estão a reduzir custos com as suas frotas. Escolhem marcas e modelos mais económicos, sem descurar fatores como a segurança, o conforto do condutor, a capacidade de resposta e a qualidade do serviço. Mas o que têm as empresas feito para conjugar poupança com qualidade de serviço? Isto:

McDonald’s: Reutilização de óleos culinários e prolongamento dos contratos de renting.

McDonald’s reutiliza óleos 

A McDonald’s, na sua frota de distribuição, reutiliza óleos usados dos restaurantes para fazer combustível, o “que permite percorrer 450 mil quilómetros por ano”, informa fonte da empresa, que destaca estar a ser equacionado o recurso a carros híbridos. Mas não só. Nos últimos anos, prolongou os contratos de ‘renting’ até 54 meses ou 180 mil quilómetros e aumentou a mudança de pneus de 40 mil quilómetros para 60 mil.

Vodafone: Downgrade da frota e entrega da sua gestão.
Vodafone com carros mais baratos

A operadora móvel optou este ano “por adquirir viaturas de custo mais reduzido, levando a uma redução no investimento e no valor dos impostos, seguro e manutenção”, conta Amorim Ferreira, diretor de património da Vodafone. Além disso, “diminuiu os consumos e os custos com os combustíveis e reduziu os valores das rendas no Aluguer Operacional de Viaturas”. Escolher o melhor parceiro na gestão da frota permitiu “poupanças nos processos administrativos, no processo de faturação e um maior controlo dos custos de operações e manutenção das viaturas”.

Esegur: Preço de aquisição dos veículos competitivo.Esegur poupa 5% com AOV

No caso da Esegur o preço de aquisição é o fator mais importante quando se escolhe a frota, composta por mais de 250 veículos. Luís Miguel Madeira, diretor do departamento financeiro, menciona que a marca e o modelo vêm a seguir no topo das prioridades e, logo depois uma análise criteriosa dos custos totais de utilização. Em cima da mesa estão ainda os impostos a pagar e a renda e preço dos combustíveis. A redução de custos, conta, é “conseguida com uma cadeia interna de gestão”, através de controlo eletrónico”. Nas viaturas blindadas, a Esegur opta pelo ‘leasing’ e nas viaturas de serviço/função pelo ‘renting’ com um prazo de contratação entre os 36 e os 48 meses, “o que permite uma redução média de custos até 5%”.

EP: Downgrade + downsizing da frota e entrega da sua gestão.EP poupa dois milhões de euros

“No momento de escolher a frota, a Estradas de Portugal (EP) toma as decisões tendo por base critérios de eficiência e sustentabilidade”, garante fonte da empresa pública que fez a última renovação de frota entre 2013 e 2014, tendo como estratégia “uma política de ‘downgrade’ de segmentos e motorizações, e de ‘downsizing’ transversal a toda a frota”. Hoje, a EP tem uma frota de 350 viaturas, quando no final de 2007 eram 921. Com as medidas implementadas, a EP obteve para os próximos quatro anos uma poupança em locação operacional de dois milhões de euros. A preocupação ambiental esteve implícita na escolha, “permitindo-nos reduzir substancialmente as emissões de CO2”, garante a mesma fonte. A escolha da gestora da sua frota é feita pelas “soluções ‘full service’ de aluguer operacional com serviço de manutenção, pneus, impostos, seguro e viatura de substituição”. Externalizar os serviços de frotas tem permitido “eficiência no ‘back-office’, que se traduz numa redução de meios afetos à gestão, no tempo despendido em assuntos administrativos, numa previsibilidade dos custos durante a duração do contrato e na partilha do risco com a locadora”.

CML: Aposta em alternativas mais “verdes”.CML aposta em carros elétricos

Na Câmara Municipal de Lisboa tem-se privilegiado os veículos “mais amigos do ambiente, com motorizações híbridas, elétricas e a gás natural, promovendo a diminuição das emissões de gases com efeitos de estufa e poluentes, bem como a redução do ruído”, refere fonte da autarquia. A preocupação pelos “aspetos financeiros inerentes à renovação da frota e possibilidade de redução de determinados segmentos, substituindo-os por outros mecanismos de mobilidade” é outro dos pontos referidos. A edilidade tenta ainda reduzir custos com seguros, assistência técnica, consumíveis e peças, entre outros, e aposta no AOV (‘renting’) de viaturas ligeiras. Na área da remoção dos resíduos sólidos urbanos a autarquia utiliza sistemas de gestão de frota e otimização de rotas e circuitos.

C&W: Monitorização dos custos de combustível e entrega da gestão da frota.Cushman & Wakefield monitoriza gastos

A frota da Cushman & Wakefield é gerida já há uns anos pela mesma gestora de frotas “e nos diversos contratos de ‘leasing’ e AOV está contratada a componente de manutenção de forma a que os custos sejam estáveis e previsíveis”, diz André Cid, ‘associate’ e COO da consultora imobiliária. O responsável explica que as mudanças mais relevantes estão relacionadas com as transições entre os tipos de contratos de ‘leasing’ e AOV. Quanto aos custos com combustíveis, a consultora monitoriza-os internamente numa base regular.

Remax: Negociação de descontos com petrolífera e monitorização frequente da frota.Remax otimiza utilização

A imobiliária tem um acordo com uma petrolífera para ter descontos na hora de abastecer. Beatriz Rubio, CEO da Remax, fala em poupanças por gerir a frota com uma locadora. O facto de se fazerem relatórios trimestrais do uso das viaturas, “permitiu reduzir para metade o valor das prestações, com uma otimização da utilização das viaturas”, diz.

Por: Raquel Carvalho | Fonte: Diário Económico

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