O Mercado de equipamentos de movimentação de cargas – a crise de 2008, o presente e os novos desafios

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Rui Crespo partilha na Logística Moderna a sua visão sobre o estado atual do Mercado de equipamentos de movimentação de cargas, as tendências que segue, a forma como evoluiu nos últimos anos e o futuro que para ele se desenha. Para o head of key account sales da Jungheinrich Portugal, a forma como as empresas do meio responderam à crise de 2008 foi marcada pela adoção de novas estratégias que garantiram muitos sucessos. Entre tais estratégias contam-se, por exemplo, a melhoria na organização interna, a aposta na exportação, a diversificação de soluções (automatizadas, nomeadamente) e o maior recurso à gestão de frotas para empilhadores e outros equipamentos.

 

Mercado de equipamentos de movimentação de cargas

 

O Mercado de equipamentos de movimentação de cargas tem registado nos últimos três anos uma tendência clara de crescimento quer em volume de máquinas como de faturação. De facto após a crise iniciada em 2008, e que teve um forte impacto durante os anos de 2009 e 2010, as empresas que comercializam este tipo de equipamentos conseguiram adaptar-se nos seus modelos de negócio e responder às novas oportunidades que emergiram da crise económica.
Conceitos como intralogística (logística interna na própria organização) ganharam uma compreensão nunca antes vista no seio das empresas Portuguesas graças à necessidade de processos mais eficientes, melhor gestão de stocks para reduzir investimentos e desperdícios, contrabalançando assim a redução das margens de negócio e estagnação generalizada das vendas. Também a aposta na exportação trouxe a necessidade da maximização da racionalidade dos processos logísticos por forma a gerar um aumento da competitividade das empresas quer a nível interno como externo.
Este cenário marcou profundamente as tendências atuais do mercado de movimentação de cargas que soube responder em várias frentes. Assiste-se por isso a um aumento das soluções automatizadas com equipamentos sem condutor e/ou com sistemas de navegação com o consequente aumento da produtividade e a redução dos custos operacionais humanos que representam sempre um peso significativo no investimento. Também nesse âmbito aumenta a integração dos equipamentos com os programas de gestão de armazenagem (warehouse management systems) para uma gestão just in time, deixando o empilhador de ser apenas um veículo condutor da carga e passando a estar integrado na gestão da mesma. Outra tendência com forte crescimento passa pela implementação de novos processos como a substituição de empilhadores tradicionais por comboios logísticos que permitem reduzir significativamente os tempos de stockagem e o número de equipamentos necessários em armazém.
Uma outra tendência é o aumento da oferta de sistemas de gestão de frota para empilhadores que conhece uma forte adesão e o interesse das grandes empresas que veem aí a ferramenta ideal para gerir de forma eficaz a frota de equipamentos ao mesmo tempo que proporcionam maior segurança e redução de custos através do controlo de impactos e consequente diminuição de acidentes e danos em pessoas, máquinas e cargas. Nas grandes empresas com frotas importantes de empilhadores convencionais é cada vez maior a aposta em equipamentos elétricos em substituição de equipamentos de combustão tradicionais (gás e diesel). Esta escolha tem potenciado a diminuição dos custos totais de propriedade da frota de empilhadores passando a ver-se com cada vez maior importância a eficiência energética e também o impacto ambiental com possibilidade de redução das emissões de CO2 e integração dos equipamentos de movimentação de cargas na melhoria da pegada ambiental destas empresas.
É por tudo isto expectável que até 2020 estas tendências marquem o passo de um crescimento sustentado para as empresas que operam como fornecedoras de equipamentos de movimentação, dentro do potencial existente na modernização das frotas das empresas portuguesas que olham cada vez mais para estes equipamentos como um recurso fundamental integrado nos seus processos logísticos.

Por: Rui Crespo | Fonte: Logística Moderna

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