Mercado automóvel português perspetiva crescimento de 7,1% para 2015

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São previsões muito otimistas aquelas que o estudo Observador Cetelem anunciou recentemente, colocando o crescimento do mercado português à frente do de outros mercados de peso, como o chinês e o holandês com uma perspetiva de 7,1% de aumento nas vendas em território nacional. A retoma da confiança dos consumidores, somada à baixa do preço do barril de petróleo (e, consequentemente, dos combustíveis) são os principais responsáveis pelas conclusões deste estudo realizado em catorze países via online.

O estudo Observador Cetelem revelou recentemente perspetivas otimistas de crescimento para o mercado automóvel nacional, com um aumento de 7,1% das vendas O mais recente estudo do Observador Cetelem indica que Portugal é o país que apresenta um maior crescimento no mercado de veículos particulares novos (VPN) e, de acordo com as previsões, continuará a sê-lo em 2015, ano em que o mercado nacional deverá chegar às 150 mil unidades e registar um crescimento de 7,1%, aumento significativamente superior aos restantes países analisados. No top de países com previsão de maior crescimento em 2015 estão, depois de Portugal, a China e a Holanda, com variações de 5,6% e 5,1%, respetivamente.

De uma forma global, o mercado automóvel apresenta um bom comportamento. Em 2013, as vendas de veículos de passageiros e de veículos comerciais ligeiros novos ultrapassou, pela primeira vez, o limite de 80 milhões de unidades, tendo crescido 4% face a 2012. Este crescimento do mercado mundial deveu-se essencialmente às regiões emergentes e em transição, que cresceram 5% em 2013, ultrapassando os 50 milhões de unidades. Por seu turno, as regiões desenvolvidas registaram uma subida de 2,6% em 2013, tendo somado 33 milhões de unidades. No entanto, esse valor está ainda longe dos quase 39 milhões registados antes da crise, em 2005.

Segundo o estudo do Observador Cetelem, com 21 milhões de registos de veículos ligeiros novos em 2013, a China afirmou-se como líder, tendo o top dos mercados de veículos ligeiros sido ainda constituído pelos Estados Unidos da América, com 15 milhões de registos, e o Japão, com 5 milhões. Já Portugal foi, entre os 14 países analisados, aquele que apresenta o menor número de novos registos em 2013: apenas 124 mil unidades.

Neste sentido, o crescimento dos mercados automóveis foi essencialmente estimulado pelas regiões emergentes ou em transição. Esta tendência é notória quando se observa a evolução da quota de cada país nos registos totais de veículos ligeiros novos, entre 2005 e 2013. A China, que em 2005 representava 8,2% das vendas totais de veículos ligeiros novos, passou a representar mais do triplo (25,2%) em 2013. Em sentido inverso, a Europa passou de uma quota de 22,2% em 2005, para uma quota de 13,4% em 2013.

“Graças às melhorias das expectativas, mas também à redução do preço do petróleo e dos combustíveis, os mercados mundiais estão a recuperar. Ainda que essa evolução seja feita a um ritmo diferente nas várias regiões do mundo, de uma forma global será batido um novo recorde de vendas. São sinais promissores para um mercado que foi profundamente abalado pela crise, mas que dá agora mostras de recuperação”, afirmou Diogo Lopes Pereira, diretor de Marketing do Cetelem.

As análises económicas e de marketing, bem como as previsões, para o Caderno Automóvel 2015 foram efetuadas em colaboração com a empresa de estudos e consultoria BIPE. Os inquéritos de campo ao consumidor foram conduzidos pela TNS Sofres, durante o mês de julho de 2014, em 14 países (Bélgica, Alemanha, Espanha, França, Itália, Polónia, Portugal, Reino Unido, Turquia, Japão, Estados Unidos, Brasil, China e África do Sul), com amostras representativas das populações nacionais, num total de 7.550 pessoas questionadas pela Internet.

Fonte: Luso Motores

Fonte (imagem): Jornal de Negócios

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