LeasePlan: “Portugal está anémico mas não em crise”

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José Pedro Campos Pereira, Director Comercial e Marketing da LeasePlan em Portugal, falou para o LusoMotores sobre a realidade da empresa líder na gestão de frotas e aluguer operacional em Portugal. Numa empresa em que a área automóvel surge como de particular importância, havendo ainda que ter em conta o sector do crédito e financiamento, a realidade actual é classificada de positiva, mesmo tendo em atenção o ambiente de crise económica que tem sido uma constante nos últimos anos, realidade que a LeasePlan tem conseguido ultrapassar devido à capacidade da empresa de antecipar as respostas às necessidades do mercado.

Actualmente, afirma o nosso interlocutor, a área do renting começa a ganhar alguma expressão, com a LeasePlan a marcar presença no “mercado particular”, um mercado que “está a crescer bastante” e no qual “as pessoas querem um risco zero”. “Se há dois anos aparecia um particular por dia a pedir propostas, hoje em dia são cerca de 15 a 20 particulares que chegam até nós diariamente solicitando informações, e dois terços destes sem qualquer ligação prévia à LeasePlan”, acrescenta ainda José Pedro Campos Pereira confirmando assim a tendência de crescimento deste sector dentro da empresa, com uma particular implantação junto “do segmento médio/alto”.

Ao longo do corrente ano de 2010, a LeasePlan estima adquirir cerca de 11 mil viaturas automóveis (700 para o negócio do renting), um valor que “é maior do que em 2009, mas é menor do que em 2008”. O ano de 2009, quando a LeasePlan adquiriu apenas 9000 carros, acabou assim por ser “o ano do pânico”, altura em que a procura caiu (em 2008 tinham sido negociados cerca de 14000 veículos) e as taxas de juro altíssimas contribuíram para a enorme quebra do negócio automóvel. Ultrapassada a fase do pânico, “nota-se as empresas que voltam a investir, ainda que timidamente”.

Na sua área de actividade, a LeasePlan assume-se claramente na liderança do mercado, uma posição que não dá maior tranquilidade mas, pelo contrário, confere “uma maior responsabilidade”. “A LeasePlan tem actualmente 60 mil automóveis na rua. Se pensarmos que poderão existir em Portugal 10 mil táxis, podemos pensar que cada vez que vemos um táxi é muito provável que estejam ali à volta seis carros geridos pela LeasePlan, e isso transporta para a empresa uma grande responsabilidade”, acrescenta este responsável.

Mantendo a analogia dos táxis, também em relação aos veículos da LeasePlan se verifica uma maior presença junto dos grandes núcleos urbanos. Acaba assim esta empresa por ser um barómetro para a actividade económica do país, um país que, segundo José Pedro Campos Pereira, não está em crise. “Há sectores que claramente estão a investir. Há depois outros sectores que o fazem timidamente enquanto outros ainda se mantém mais parados, mas a verdade é que Portugal está anémico, um estado em que se encontra já há uns anos e ao qual já estamos habituados, mas não está em crise”, explica.

Especificamente em relação ao mercado automóvel, este responsável da LeasePlan recorda que “este ano tem vindo a correr muito bem para o sector”, e se as marcas continuam a manifestar as suas queixas, isso deve-se ao facto das margens estarem actualmente “mais esmagadas”.

Um tema cada vez mais incontornável na análise ao sector automóvel é o ambiente, algo com que os clientes da LeasePlan se preocupam de forma evidente. Há três anos ainda se poderia dizer que era uma preocupação que resultava de uma moda, mas hoje resulta de uma preocupação real das empresas. As razões para esta atenção crescente às questões da defesa ambiental resultam de uma crescente responsabilidade social, mas também porque há um grande casamento entre ambiente e redução de custos.

Se a defesa do ambiente é já uma questão incontornável, a opção por veículos eléctricos ainda não é real mas motiva já “uma grande curiosidade” junto dos clientes da LeasePlan. A empresa está envolvida em diversos projectos, “mas ainda não há dados suficientes para satisfazer a curiosidade dos clientes da empresa, nomeadamente daqueles que pretendem saber quanto é que vai custar o carro eléctrico, qual será o seu valor residual e que forma chegarão esses modelos ao mercado”.

O estabelecimento dos valores residuais e a forma como este factor influencia no custo de um automóvel para um cliente da LeasePlan mereceu igualmente uma explicação mais detalhada do responsável Comercial e Marketing desta empresa, ao longo de uma entrevista que pode acompanhar através do acesso ao ficheiro MP3 aqui acessível.

Ficamos assim a conhecer a importância do valor residual para quem trabalha na área da gestão de frotas automóveis, e nomeadamente para a LeasePlan, a empresa líder do sector que, tendo nascido na Holanda, onde inventou o conceito do aluguer operacional em 1963, pudemos agora conhecer melhor e, por via disso, dar a conhecer aos visitantes do LusoMotores.

Com presença em 30 países espalhados pelos vários continentes, gere um total de 1,36 milhões de automóveis, tendo ao seu serviço 3.200 colaboradores. Olhando exclusivamente para o mercado automóvel, falar da LeasePlan significa falar de 6.000 automóveis geridos por uma empresa que possui um total de 270 colaboradores. Todo o negócio da empresa é gerido “dentro de portas”, isto porque a seguradora é parte integrante da LeasePlan, os créditos são geridos por uma entidade bancária que pertence igualmente à LeasePlan, e tudo isto permite uma gestão completa de um negócio por parte de uma empresa que se apresenta com “um futuro sorridente”, junto de um mercado que está a subir… tal como a LeasePlan.

in Lusomotores

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