Já circulam mais Ubers do que táxis pelas ruas de Nova Iorque

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O braço de ferro entre a Uber e os táxis é um fenómeno que se espalha por cada vez mais pontos do globo – Nova Iorque, Nova Deli, Paris, Londres… –, verificando-se também em Portugal desde julho do ano passado. A Uber é uma empresa que presta serviços de transporte de luxo e mais económicos, disponibilizados ao consumidor através de uma aplicação para smartphone. Os taxistas criticam o serviço, dizendo que faz concorrência desleal (pelo facto fiscalmente não pagar o mesmo tipo de impostos), e levantam suspeitas sobre a forma como utiliza os dados dos clientes. Polémicas à parte, o serviço tem conquistado popularidade e a preferência de muitos consumidores e alcançou recentemente uma nova meta.

De acordo com a organização Taxi and Limousine Commission, o número de veículos registados na aplicação supera pela primeira vez o número de táxis. Seria o início do fim dos táxis amarelos?

Os táxis amarelos já fazem parte do imaginário coletivo, inclusive de quem nunca foi à cidade de Nova Iorque. Estão presentes em cartões postais, fizeram parte de filmes e séries e até já foram tema de diversas canções. Este valor simbólico cada vez mais substitui a sua função como meio de transporte – pelo menos é o que avança o jornal The New York Post. De acordo com um artigo publicado nesta terça-feira, o número de veículos registados no serviço Uber na cidade atingiu a marca de 14.088 carros, superando pela primeira vez o número de táxis, que totalizam 13.587 unidades, de acordo com um estudo da organização Taxi and Limousine Commission (TLC).

Conforme explica a publicação, o serviço Uber chegou à cidade de Nova Iorque em maio de 2011, dois anos após o seu surgimento, e desde então, tem aumentado a sua popularidade entre os moradores da cidade. Para os condutores, as vantagens incluem os horários flexíveis e maior remuneração. É o que explica Joel Abreu, condutor de um veículo registado na aplicação, ao The New York Post. “Você pode ligar o seu telemóvel e começar a trabalhar a qualquer minuto”, afirma. Ele garante que ganha cerca de 79 mil euros por ano com o serviço, o dobro do que conseguia quando conduzia um táxi, mas reconhece que já há mais concorrência nas ruas da cidade do que gostaria.

Os críticos da aplicação, como o Comité de Segurança para os Táxis dos Estados Unidos, acusam-na de desviar a receita da cidade por não terem de declarar os seus ganhos à Receita Federal. Numa carta enviada à Taxi and Limousine Commission em novembro de 2014, o comité pediu a cassação do licenciamento dos veículos registados no Uber para que deixem de conduzir em Nova Iorque, segundo noticiou a revista Newsweek.

Outra preocupação da entidade diz respeito à privacidade dos seus utilizadores. “Estamos a convocar o TLC para que comecem uma investigação oficial sobre a utilização de informações dos passageiros do Uber. Também pedimos que a sua licença seja suspensa até que o público tenha certeza de que os seus dados estão seguros”, explica Tweeps Phillips, diretor executivo do comité, em entrevista à publicação.

A rivalidade entre taxistas e condutores do Uber já teve como cenário diversas cidades do mundo, como Barcelona, Londres, Paris e Nova Deli. Em Portugal, há um vazio na lei, discutido entre a Federação Portuguesa do Táxi e os representantes do serviço, conforme explicou o Observador.

Por: Milton Cappelletti | Fonte: Observador | Fonte (imagem): Getty Images

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