Integração com sistemas TI desafia soluções de gestão de frotas

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O que procuram as empresas que utilizam soluções de gestão de frotas? Poupar está no topo da lista, mas existem outras razões.

Gerir uma frota automóvel é cada vez mais um factor de pressão nas empresas. Os impostos associados aos automóveis são elevados e os preços dos combustíveis não param de aumentar. Já para não falar dos custos associados ao pessoal que assegura a operacionalidade desta frota, aos custos associados aos próprios veículos e à sua manutenção.

Combinados, estes cinco factores representam os principais encargos suportados por uma empresa que tem de gerir uma frota de viaturas. São por isso factores determinantes na decisão de investimento num sistema de gestão de frotas, que possa ajudar a empresa a ter uma visão global do seu parque de viaturas e dos indicadores que este gera, seja no que toca ao consumo de combustível, quer em relação às horas de utilização, entre outros aspectos.

Talvez por isso este seja o tipo de produto cada vez mais utilizado por grandes e médias empresas com um parque de veículos mais pequeno, mas necessidades de optimização de custos. As soluções de gestão de frotas são procuradas desde empresas com apenas uma viatura operacional, até muitas viaturas operacionais. Os potenciais clientes variam desde empresas comerciais, de assistência técnica, de construção civil, transportadores nacionais ou internacionais.

De facto, a localização em tempo real é um factor preponderante para aumentar a produtividade das viaturas, mas também reduzir o consumo de combustível.

No leque de organizações com este tipo de preocupações inclui-se cada vez mais a Administração Pública, que começou a apostar na racionalização de custos para melhorar desempenhos.

Níveis de investimento

No que toca a preços, não é fácil dar referências porque o investimento necessário para ter acesso a uma solução deste tipo depende de vários factores. Essencial para o preço final da solução é o número de veículos existentes na frota, mas também a abrangência da solução pretendida, quer nas funcionalidades que disponibiliza, quer no nível de integração que permite relativamente aos sistemas de informação do cliente.

Ainda assim, é possível ter acesso a uma solução de gestão de frotas por um preço mensal a rondar os 35 euros para uma viatura, já com equipamento, instalação, acesso ilimitado ao website, comunicações GPRS e assistência sempre que necessário.

No que se refere às poupanças, os valores apresentados pelas empresas são simpáticos e apontam para reduções entre os 10 e os 40 por cento.

A par com este factor, as empresas passam a ter na sua posse indicadores que lhes permitem reduzir os consumos de combustível e optimizar as rotas. Tudo somado resulta em poupanças médias que podem andar entre os 10 e 20 por cento.

Para quem está no outro lado do mercado, a eficiência é um elemento fundamental – seja nas poupanças, seja na capacidade de integrar o máximo de informação possível e disponibilizá-la em tempo real ao cliente.
A complementaridade destas tecnologias com outras, garantem não só os detalhes sobre uma encomenda que está em circulação, mas o acompanhamento de todo o seu percurso desde que está em armazém.

Cartografia digital e preço dos combustíveis

Ao longo dos próximos anos a evolução das soluções de gestão de frotas ficará marcada por questões como o aumento do preço dos combustíveis e pela banalização das soluções de georreferenciação.

Ambas criam no mercado maiores níveis de exigência e fazem aumentar o volume e a qualidade das respostas que um sistema de gestão de frotas consegue dar, nomeadamente ao nível da optimização de rotas. Para os fabricantes pode ser uma oportunidade, pois a proliferação da cartografia digital e das soluções de georreferenciação podem ser um incentivo para o desenvolvimento de novas funcionalidades ou para o estabelecimento de parcerias com empresas que desenvolvam essas soluções, garantindo uma melhoria da sua oferta.

Também a consciência ambiental das empresas poderá vir a afirmar-se como mais um vector de desenvolvimento do mercado nos próximos anos. Longe das prioridades actuais de quem investe, a questão tende a ganhar importância, sobretudo se no futuro for acompanhada de uma legislação mais penalizadora para quem polui.

Não existem dados que indiquem a contemplação de investimentos em soluções de gestão de frotas nos planos de negócios de empresas, porque uma utilização mais racional do parque de veículos tem um impacte positivo nas emissões de CO2, mas existem indicadores que revelam o sentimento de responsabilidade dos condutores profissionais na redução de emissões poluentes.

Uma pesquisa realizada pela LeasePlan apurou que 91 por cento dos condutores profissionais consultados acreditam ter um papel a desempenhar nessa área. Curiosamente, o mesmo documento afasta a Europa das regiões do Globo onde essa preocupação é mais vincada. As zonas mais sensíveis ao problema são: Índia, Austrália e Nova Zelândia.

Fonte: Semana Informática

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