Inosat: “Mercado externo vai representar 30 por cento em 2010”

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Líder em soluções de localização de veículos e pessoas e gestão de frotas, a Inosat comemora este ano o seu décimo aniversário. Ultrapassada a fase inicial de dificuldade de implantação de uma tecnologia que na altura era inovadora entre nós, a empresa tem vindo a crescer consistentemente e apostou no mercado externo, estando já presente em países como Angola, Brasil ou Espanha.

“Desde 2003, a empresa tem obtido resultados positivos, o que é bastante bom atendendo às crises que passámos, 2003-2004 e 2006-2009”, refere Jorge Carrilho. “Apesar de uma ligeira quebra de facturação no ano passado conseguimos conquistar novos mercados, nomeadamente Angola e Brasil. Aumentámos as exportações. Houve um combate à crise através de dois eixos: lançamento de novos produtos, quer na área da gestão de frotas quer na do consumo; e internacionalização. Conseguimos passar de nove por cento da facturação oriunda da exportação em 2008. Este ano estimamos ultrapassar os 30 por cento”.

“Mercado brasileiro é surpreendente”

A Inosat opera já em três continentes, em países como Angola, Argélia, Brasil, Espanha, França, Grécia, Marrocos, Moçambique. No mercado brasileiro, a empresa portuguesa está presente há mais de um ano em associação com um parceiro local. “O Brasil é um mercado surpreendente”, afirma Jorge Carrilho. “Em termos burocráticos e alfandegários é complicado entrar”, adianta. “Entre negociações com o nosso parceiro local, que é exigente, e aprovações legais, o processo demorou um ano. As autoridades brasileiras obrigam à homologação de todos os equipamentos, havendo alguma dificuldade na importação de alguns componentes, caso, por exemplo, das baterias. Além disso, a carga fiscal sobre as importações atinge os 80 por cento”, adianta o responsável da Inosat.

Por outro lado, o mercado brasileiro constitui uma excelente oportunidade para o segmento de sistemas de gestão de frotas, uma vez que tradicionalmente tem apostado no vector de segurança. “Quando chegámos ao Brasil tivemos a agradável surpresa de verificar que os nossos principais concorrentes estavam tecnologicamente muito atrasados no domínio dos sistemas de gestão de frotas”, refere Jorge Carrilho. “Para os transportadores, o problema não era gerir a frota, mas proteger a carga. Por exemplo, os camiões dispõem de trancas electrónicas que só abrem as portas após a recepção de um comando enviado pela central. Além disso, todos os veículos têm de estar equipados com localizador de veículos para terem seguro. Como consequência, as plataformas existentes não ofereciam muitas das funcionalidades do nosso sistema e em muitos casos nem sequer dispunham de interfaces para os utilizadores. Quando se queria conhecer a localização de um veículo ligava-se para uma central de atendimento. Nunca houve uma plataforma online, que fornecesse relatórios, alarmes, etc. Assim, nos quatro concursos em que participámos para o fornecimento de sistemas de gestão de frotas, ganhámos todos”. O administrador da Inosat acrescenta que a operação comercial no Brasil “está a correr bem”.

Outra aposta da empresa consiste no mercado angolano, que apresenta características especiais. “Surpreendentemente, a nível burocrático e de alfândegas é menos complicado do que o Brasil. Só que é um mercado de altos e baixos. No final do ano passado houve falta de divisas e não se conseguiam fazer importações. Depois veio o Campeonato Africano de Futebol e nada se decidia”.

in Transportes em Revista

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