Incidentes na greve de camionistas ainda sem inquéritos

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Já os incidentes ocorridos em 2008, deram origem a cinco inquéritos de atentado à segurança de transporte rodoviário, coacção, incêndio e ameaça, mas segundo a Procuradoria-geral da República, todos foram arquivados.

Não há qualquer inquérito em curso aos incidentes registados durante o protestos dos camionistas, na semana passada, durante o qual houve, pelo menos, um ferido e foram feitas várias detenções. No bloqueio de há três anos foi diferente, mas o resultado acabou, na prática, por ser o mesmo, já que os processos foram todos arquivados.

A Procuradoria-geral da República não tem conhecimento de nenhum inquérito aos incidentes ocorridos segunda e terça-feira, durante o bloqueio dos camionistas, segundo a informação dada à Renascença pelo gabinete de Pinto Monteiro.

Recorde-se que durante as 48 horas que durou o bloqueio, foram apedrejados 50 camiões, alguns dos quais transportavam medicamentos de urgência e estavam devidamente identificados.

Cinco pessoas ficaram feridas, entre as quais uma criança e foram feitas 10 detenções. Sem falar do facto de o bloqueio ser ilegal, segundo alguns juristas, na medida em que não se trata de uma greve, mas sim de um “lock-out” ou greve do patronato.

O bloqueio dos transportadores rodoviários, ocorrido em 2008, deu origem a cinco inquéritos de atentado à segurança de transporte rodoviário, coacção, incêndio e ameaça, mas segundo a Procuradoria-geral da República, todos eles foram arquivados.

O bloqueio de há três anos provocou uma morte, em Zibreira, na região de Torres Vedras, mas não chegou a haver julgamento. O arguido requereu a abertura de instrução e o juiz decidiu não o pronunciar.

O Ministério Público recorreu para a relação de Coimbra que, no entanto, negou provimento ao recurso.

in Rádio Renascença

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