Incentivos à mobilidade elétrica e partilhada (carsharing) não estão a cativar as empresas portuguesas

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A Reforma da Fiscalidade Verde não está a conseguir produzir um impacto significativo nas empresas portuguesas, onde os carros elétricos estão ainda longe de se tornarem predominantes. As companhias lusas estão atentas às vantagens e desvantagens da mobilidade elétrica, bem como da mobilidade partilhada (promovida pela Fiscalidade Verde através do incentivo à prática de carsharing) e não descartam a hipótese de vir a introduzir mais veículos amigos do ambiente nas respetivas frotas, mas, para já, tal cenário é uma utopia, como revela o último inquérito realizado no âmbito do Observatório da Competitividade Fiscal da Deloitte.

Na verdade, apenas metade dos inquiridos admitiu a hipótese de adquirir veículos elétricos, híbridos plug-in ou carros movidos a gás (GPL ou GNV), e, ainda assim, só se a balança de vantagens e desvantagens pendesse com mais intensidade para o lado das vantagens.

No entanto, 49% dos participantes neste inquérito nem sequer coloca a hipótese de vir a comprar veículos desta natureza para as frotas das organizações que representam. Além disso, 58% dos inquiridos considera também que a introdução da taxa de carbono, no âmbito da Reforma da Fiscalidade Verde, não teve qualquer impacto na sua empresa.

Quanto ao car sharing, enquanto partilha de veículos entre colaboradores, 79% das empresas não pondera sequer recorrer a um sistema deste género. E de nada serviram os incentivos fiscais, nomeadamente a majoração de custos em sede de IRC e de IRS.

Gestoras de frotas atestam relutância das empresas

A Fiscalidade Verde e as Oportunidades para as Frotas Empresariais, um estudo promovido pela LeasePlan, uma das maiores empresas gestoras de frotas no mercado nacional, confirma que o desagravamento fiscal a que os veículos mais amigos do ambiente ficaram sujeitos no âmbito desta reforma veio conferir competitividade aos veículos movidos por motores elétricos, híbridos plug-in e movidos a gás.

Ainda assim, apesar do desagravamento fiscal introduzido em nome de uma mobilidade alternativa sustentável, a LeasePlan encontrou ainda alguma relutância das empresas em relação às vantagens, incentivos e tributação destes veículos.

Esta resistência prende-se sobretudo com o facto de os abrangidos pela reforma da Fiscalidade Verde constituírem apenas uma parte residual na frota-tipo das empresas, que continuam a dar prioridade aos veículos movidos a gasolina e gasóleo. E, de acordo com a gestora de frotas que promoveu o estudo, dificilmente esta realidade deixará de ser verdade na maior parte das frotas das empresas portuguesas. Sendo assim, o impacto desta reforma nas contas das empresas perde alguma relevância.

Fonte: Santander Advance

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