Greve de camionistas: Vieira da Silva diz que pode ter “custos excessivos” para a economia

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Nenhuma economia pode estar com um sector tão importante parado por tempo indeterminado”, vincou ontem Vieira da Silva à margem de uma iniciativa do PS em Penafiel.

Os camionistas estão a protestar desde as 00h00 de hoje, exigindo resposta sobre uma lista de reivindicações da qual faz parte o preço do gasóleo, descontos nas auto-estradas SCUT e matéria de legislação laboral.

A paralisação foi convocada pela Associação de Transportadores de Terras, Inertes, Madeiras e Afins (ATTIMA) e pela Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas (ANTP) e recebeu a solidariedade da Associação Nacional de Transportes Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM), que, embora não a tenha convocado, apelou entretanto aos associados que evitem “circular com as suas viaturas”.

O ministro admite que as empresas do sector estão a atravessar grandes dificuldades, mas sublinhou que, do lado do executivo, tem havido abertura para encontrar “as melhores soluções”. E, por isso, diz, a decisão das empresas “foi precipitada e não é a melhor forma de ultrapassar este problema”.

Vieira da Silva admitiu ainda ter ficado surpreendido com a decisão das empresas transportadoras, que só sábado anunciaram a paralisação de hoje.

“No momento que vivemos é uma atitude que tem de ser muito bem pensada, porque os custos podem ser de tal maneira excessivos que talvez exigissem um pouco mais de ponderação”, acrescentou.

“O Governo já deu provas de aproximação em algumas das reivindicações mais significativas das associações. Continuamos disponíveis para trabalhar em conjunto”, sublinhou.

Também ontem, a presidente da Associação de Operadores de Logística (APOL), Carla Fernandes, disse que as empresas podem ter transportes a circular durante a greve dos camionistas, mas só se estiver garantida a segurança. A paralisação pode pôr em causa, por exemplo, o abastecimento aos supermercados.

A GNR vai estar a acompanhar de perto a greve. “Vamos fazer o acompanhamento da situação. Temos patrulhas na estrada e daremos maior atenção a determinadas situações, como os bloqueios”, disse o oficial de dia do comando operacional da GNR, tenente-coronel Nascimento.

in Público

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