Grandes empresas preferem o renting, pequenas empresas optam pelo leasing

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O renting ainda não tem o peso do leasing, mas já é o tipo de financiamento dominante entre as maiores empresas.

O renting representa ainda apenas 4% dos financiamentos para a compra de automóvel, muito abaixo do leasing financeiro (47%) e do crédito automóvel tradicional (16%). Cerca de 30% dos compradores continuam a optar pela aquisição a pronto, refere o COV, o estudo anual sobre o sector, promovido pela Arval.

O retrato inverte-se, no entanto, à medida que subimos na escala empresarial, das microempresas para os maiores grupos da Europa. Sendo a frota de veículos ao serviço das empresas directamente proporcional ao número de trabalhadores e à dimensão dos negócios, é lógico que a racionalização dos custos operacionais esteja mais presente nas grandes organizações. Nas empresas europeias com entre 100 e 500 trabalhadores, 36% já recorre ao aluguer operacional, que se afirma como a principal fonte de financiamento das frotas, contra os 26% do leasing. Nas grandes empresas com mais de 500 trabalhadores, o peso do renting sobe para 48%, contra os 18% do leasing, sinalizando uma tendência de migração entre estas duas formas de financiamento.

As maiores preferem o renting

Em Portugal, o retrato é semelhante, embora o leasing ainda tenha um peso proporcionalmente maior que o renting. Mas o aluguer operacional já é a solução dominante em 40% das grandes empresas, ultrapassando 36% as que continuam a optar pelo leasing.

Nesta guerra, em que o renting tem vindo a ganhar peso, pode haver um volte-face. De acordo com os dados da Arval, a percentagem de empresas que diz ir apostar no leasing, num futuro a três anos, é maior do que aquelas que garantem ir optar pelo renting, embora para as maiores empresas o aluguer operacional se mantenha como a primeira escolha.

O facto do renting garantir uma renda mensal fixa pela utilização da viatura, é vista como a principal vantagem desta forma de financiamento por 44% das empresas inquiridas. A poupança nos custos, a integração dos serviços num só contrato e a diminuição do trabalho administrativo, são outras das vantagem referidas. Talvez por isso, o renting esteja agora a começar a cativar as empresas mais pequenas.

Vantagens do Renting ou Aluguer Operacional de Viaturas (AOV) para empresas

A frota passa a ser gerida por especialistas. Além do financiamento da viatura, a gestão inclui também a prestação de um conjunto de serviços complementares, como a manutenção, a viatura de substituição, a mudança de pneus, ou os seguros, entre outros.

Os custos associados à gestão da frota estão prévia e perfeitamente definidos, uma vez que a renda mensal a suportar é fixa. Por outras palavras, passa a existir uma variável do negócio das empresas que é conhecida ao longo do período de duração do contrato.

Os riscos inerentes ao negócio – como por exemplo a redução do valor residual do veículo – são assumidos pelas gestoras.

A contabilização fica bastante mais simplificada, uma vez que não se verifica imobilização das viaturas nos clientes. Com o AOV apenas se efectua um movimento contabilístico mensal, que corresponde ao pagamento da renda. A utilização de viaturas não implica o recurso a financiamento, libertando linhas de crédito para outras actividades ligadas ao “core business” da empresa-cliente

Além disso, como o IVA não é calculado sobre o preço total, mas sobre a quota-parte realmente utilizada do veículo, aplica-se sobre o aluguer mensal, sendo distribuído sobre a duração total do contrato.

O que é o Corporate Vehicle Observatory?

O Corporate Vehicle Observatory (CVO) é um dos mais importantes estudos sobre o mercado do renting e da gestão de frotas na Europa. Lançado pela Arval (grupo BNP Paribas), a segunda maior empresa europeia do sector, em 2003, o CVO regista a opinião de 3.379 responsáveis de empresas com veículos de empresas, num conjunto de 12 países, entre os quais Portugal. As entrevistas são conduzidas pela TNS, líder mundial em estudos de mercado.

No estudo de 2009 foram pela primeira vez incluídas questões sobre o impacto da crise financeira e económica e sobre o critério de escolha do renting. O painel da amostra integra desde grandes empresas com mais de 500 trabalhadores, a microempresas com menos de dez empregados. Nas micro e pequenas empresas, com até 100 trabalhadores, cerca de metade das frotas é composta por veículos comerciais ligeiros para transporte ou deslocação de vendedores e equipas comerciais.

in Jornal de Negócios

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