Governo chega a acordo com associações e camionistas voltam ao trabalho

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Os transportadores que se concentraram no Carregado, Alenquer, disseram hoje que concordam em parte com o acordo e vão cancelar a paralisação, apesar de não terem obtido qualquer ganho em relação à redução do valor dos combustíveis.

“Não fiquei totalmente satisfeito com o acordo, porque não resolve o problema do gasóleo, mas estou disponível para desmobilizar” após a assinatura do acordo entre as associações dos transportadores e o Governo, afirmou à agência Lusa Carlos Morais, empresário.

José Zeferino, proprietário de uma empresa com dois camiões, disse à Lusa que também concorda com o acordo, do qual sublinha a vitória em relação ao aumento anunciado do preço do transporte.

Vou acreditar no acordo e cancelar a paralisação”, disse.

Não havia hipótese para negociar mais nada do que o que foi conseguido no acordo, porque não houve cedência em relação ao gasóleo, por isso sou obrigado a voltar ao trabalho”, afirmou à Lusa por seu turno Joel Graça, dono de uma empresa com quatro camiões.

Pela mesma opinião, Hélder Carvalho, proprietário de três camiões, mostrou-se a favor do acordo, sublinhando que foi um ganho a medida alcançada de não permitir efetuar transportes abaixo do preço de custo e disse que iria desmobilizar do protesto.

António Palmeiro, camionista numa empresa de transportes, referiu à Lusa que “se as associações assinaram o acordo as empresas não têm outra hipótese senão acabar a paralisação”.

Vários transportadores mostraram-se descontentes com o facto de o acordo ter sido alcançado com as associações do setor, sem a aprovação dos empresários, mas mostraram-se a favor da desmolibilização do protesto uma vez que o acordo já tinha sido assinado.

in Jornal de Notícias

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