Gestoras de frotas criam canais de remarketing para escoar usados

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A crise que rebentou no final de 2008 e se prolongou por grande parte do ano passado alterou radicalmente as condições do negócio do renting. A quebra do negócio levou a um acumular de stocks de automóveis usados, fazendo cair os preços de revenda dos veículos no final dos contratos de aluguer. Com valores residuais contratados muito acima dos valores reais do mercado, as empresas frotistas viram-se obrigadas a registar perdas por imparidades com a desvalorização das viaturas, ao mesmo tempo que assistiam a uma estagnação do negócio de revenda dos usados.

A necessidade de escoar stocks levou a maioria das empresas a apostar no lançamento de canais próprios de remarketing, para a venda a particulares e empresas das viaturas entregues no final dos contratos de aluguer.

A Leaseplan lançou a Carnext, a ALD Automotive avançou com o programa de remarketing SecondDrive e a Arval, por seu lado, promoveu o Caroption, de leilões online para venda de viaturas a profissionais, e o Stock2c.com, destinado a particulares.

A LeasePlan concluiu que, ao vender cerca de mil carros por mês, nunca tinha menos de quinhentos a mil carros em stock, em permanência. O canal B2C, de venda directa ao consumidor, nasceu assim. Segundo dados da Leaseplan, a empresa estima vender em 2010 cerca de 14 mil carros usados. Não há nenhuma entidade, a nível nacional, a vender tantos usados”, refere o Director-geral, António de Oliveira Martins.

Todas as gestoras de frotas estão agora activas neste negócio, procurando colmatar a quebra com as vendas aos comerciantes e às grandes leiloeiras de usados, eles próprios afectados pela crise do mercado.

O negócio foi impulsionado pelas alterações fiscais que penalizaram fortemente a importação de usados. De repente, milhares de usados de gama média e alta oriundos de países como a Holanda, a Bélgica ou a Alemanha, passaram a custar mais caro.

Para o futuro, o plano passa por expandir a base de dados de compradores. O objectivo também é diminuir a dependência das leiloeiras, para onde a empresas frotistas escoam, por grosso e com menores margens, grande parte dos seus stocks de usados”.

in Jornal de Negócios

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