“Fleetsharing”: uma nova palavra no vocabulário da gestão de frotas e as vantagens da modalidade

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Fleetsharing, ou “frota partilhada”, numa tradução livre, é uma modalidade de gestão de frotas que começa a vingar no país. Resumidamente, o conceito implica a partilha de carros por diversos utilizadores, uma prática já muito difundida pelo conceito de carsharing, mas aplica-a ao universo das empresas e das suas frotas automóveis. Parece complicado, mas hoje já existem soluções que tornam este sistema de partilha fácil de gerir e apelativo pelos benefícios fiscais e economia de meios que possibilitam.

Sabia que para muitas empresas a gestão da sua frota de automóveis representa o 3º ou 4º custo mais elevado nas contas anuais? A garantia é dada ao Saldo Positivo por José João Claro, responsável da startup portuguesa mobiAG para a área de Fleetsharing, um serviço lançado recentemente e que permite poupar na gestão de frotas aplicando o conceito do carsharing ao mundo empresarial. Na prática, o fleetsharing é um sistema de partilha das viaturas de uma empresa, que através de uma plataforma tecnológica permite a gestão de uma frota em sistema de rotatividade e com uma utilização em função das diferentes necessidades de deslocação dos colaboradores.

Para conhecer mais sobre o fleetsharing e saber se o sistema se adequa à sua empresa veja todas as dúvidas esclarecidas por José João Claro.

 

Como funciona o serviço de fleetsharing na prática?

Cada colaborador, autorizado pela empresa, cria o seu login no sistema interno de fleetsharing e faz o download da aplicação da mobiAG para o seu telemóvel (compatível com os iOS e Android). A partir desse momento terá acesso a um determinado número de viaturas, que podem ou não ser segmentadas por tipologia ou categoria. Sempre que tiverem necessidade de se deslocarem de carro, acedem à aplicação, verificam a viatura mais próxima e fazem a sua reserva. Já na viatura, e novamente através da aplicação instalada no telemóvel, reportam os danos existentes e seguem a sua viagem. Quando já não precisam do carro, dão a viagem por terminada na aplicação e a viatura volta a ficar disponível para ser utilizada por outro colaborador. Cada viagem gera um custo que será debitado diretamente ao departamento do colaborador.

 

Quais as principais vantagens desta partilha da frota?

O fleetsharing permite benefícios como:

– Reduzir os custos totais de propriedade de cada viatura, ao redimensionar a frota e maximizar a sua utilização, diminuindo os quilómetros supérfluos e reduzindo custos com combustível. Uma alocação mais eficiente das viaturas permite ainda racionalizar custos com táxis, aluguer de curta duração e pagamento de quilómetros a colaboradores.

– Eliminar as tarefas administrativas e operacionais relacionadas com a gestão da frota.

– Tornar a gestão mais eficiente, já que todo o processo de reservas, acessos, danos, multas e sinistros é feito de uma forma totalmente automatizada pelos utilizadores, numa plataforma tecnológica, permitindo ainda obter um relatório detalhado com o tempo de condução, tempo de reserva e quilómetros percorridos para uma correta alocação dos custos.

– Permitir aos colaboradores uma frota disponível 365 dias por ano, 7 dias por semana, 24h por dia, com a possibilidade de alargar a utilização da frota, a título profissional ou pessoal, a colaboradores que não tenham este beneficio.

 

Que tipo de empresas se adequam mais ao fleetsharing?

De acordo com José João Claro, todas as empresas, sejam PME ou multinacionais, com necessidade de deslocações podem aderir ao fleetsharing. A partir do momento em que dispõem de uma frota “devem racionalizar a utilização das viaturas de forma a minimizar o gasto que estas representam, o que em muitos casos é o 3º ou 4º maior custo” a nível anual.

O fleetsharing destina-se, principalmente, a empresas cujas frotas já são geridas em sistema de rotatividade, empresas que pretendam alargar a utilização da sua frota a outros colaboradores, sem que seja necessário um aumento do número de viaturas, ou ainda empresas que necessitam de redimensionar a sua frota sem penalizar os seus colaboradores.

 

Como funciona o sistema de rotatividade da frota?

O chamado sistema de gestão em pool (rotatividade) diz respeito a um determinado número de viaturas que não estão atribuídas a nenhum utilizador em particular e são utilizadas de acordo com as necessidades pontuais de deslocação. Este sistema de gestão de frotas é complexo devido à necessidade de um maior controlo sobre as viaturas, pela rotatividade dos utilizadores. Com o fleetsharing, todo o processo de gestão é automatizado através da aplicação tecnológica, evitando e-mails para reserva, entrega de chaves em mão, checklist de avaliação de danos e contabilização da utilização.

 

Qual o tamanho adequado de uma frota para fleetsharing?

Não existe um limite mínimo ou máximo para o número de automóveis geridos através do fleetsharing. “Podemos ter cinco viaturas ou 500 no sistema, depende de como a empresa pretende fazer a gestão da sua frota e até que ponto pretende racionalizar os seus custos”, diz o responsável da mobiAG, e dá um exemplo prático. “Em cerca de 60% a 70% dos casos de frotas com utilização individual, as viaturas estão paradas no escritório das 9h às 18h. Com o fleetsharing podemos disponibilizar essas viaturas a outros colaboradores da empresa, não só para eliminar custos com táxis e rent-a-car, bem como, para rentabilizar o custo com essas viaturas”, explica.

 

Como surgiu o conceito de fleetsharing?

Fundada em 2011, a mobiAG desenvolveu uma plataforma tecnológica de carsharing que elimina a necessidade de reserva prévia, a obrigatoriedade de devolver a viatura no local de entrega e a falta de viaturas disponíveis. Ao apresentarem esta solução às empresas, foi-lhes pedida uma adaptação à gestão interna de viaturas. “Foi então que decidimos lançar, no final do ano passado, a solução de fleetsharing. O carsharing e o fleetsharing complementam-se, porque permitem eliminar os picos de utilização das viaturas numa frota recorrendo aos serviços de carsharing e com benefícios fiscais já anunciados no Orçamento do Estado para 2015”, explica o responsável da mobiAG.

Por: por Bárbara Silva | Fonte: Saldo Positivo Empresas

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