Fleet Insights: o projeto Ford que estudou o comportamento ao volante dos funcionários da HP para melhorar a gestão de frotas

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A Ford juntou-se à HP para investigar, reunir e analisar dados sobre os hábitos de condução dos funcionários daquela empresa de tecnologia. O estudo, batizado Fleet Insights, procurou identificar formas de melhorar a gestão de frotas a partir do cruzamento das coincidências e semelhanças nos hábitos de deslocação e mobilidade.

Os engenheiros da fabricante automóvel apoiaram-se nos serviços Big Data Discovery Experience e na plataforma Haven da fabricante de tecnologia para programar as possibilidades de serviços e recomendações personalizadas aos condutores, dando primazia à redução de custos operacionais e à otimização dos veículos pessoais e corporativos.

O levantamento usou carros da frota da HP equipados com sensores sem fios. A equipa de Tecnologias da Informação da Ford usou a ferramenta de análise HP Vertica para explorar os padrões dos motoristas, que podiam aceder aos seus dados usando uma aplicação personalizada para smartphones.

A Ford descobriu que, quando se deslocam dentro da cidade, os condutores tendem a fazer mudanças frequentes de trajeto, a conduzir perto do limite máximo de velocidade permitido e a usar a primeira mudança em semáforos e percursos curtos. Quando conduzem em autoestradas e outras rodovias fora dos centros urbanos, a tendência é para mudar menos de rota, não exceder o limite de velocidade e fazer menos paragens, comparativamente às deslocações dentro das cidades.

A pesquisa identificou que 70% das viagens com os carros corporativos ou pessoais deu-se em dias de semana, sendo percorrida uma distância média de 20 km. Concluiu-se ainda que a maioria dos condutores que são funcionários da HP comprava café na mesma rede de cafetarias e reabastecia os carros com a mesma marca de combustível, independentemente da localização dos locais de trabalho. Foi também anotado que muitos dos empregados estacionavam os veículos em aeroportos quando viajavam para fora da cidade.

A análise aos registos dos hábitos e rotinas de condução pode levar à economia de escala para frotas empresariais e potenciar a criação de novas soluções para veículos pouco utilizados.

“As frotas empresariais podem ter custos operacionais reduzidos por meio de contratos de compra nacionais e melhor utilização e manutenção, enquanto os condutores individuais podem, por exemplo, receber cupões de desconto ou criar grupos cooperativos para partilhar veículos que não estão a ser utilizados”, explica Marcy Klevorn, vice-presidente e CIO da Ford.

“Os resultados desta experiência podem ajudar a desencadear melhorias para operações de negócios para gerenciamento da frota e experiências de direção pessoal”, afirma Martin Risau, vice-presidente sénior de análise e gestão de dados da HP Enterprise Services.

Fonte: ComputerWorld (adaptação)

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