Fábrica Renault na zona de Aveiro ambiciona crescer para ser “referência no grupo”

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Dona de uma produção variada, distribuída por quarenta linhas de produção, a fábrica da Renault em Cacia, nos arredores de Aveiro, é uma das mais importantes unidades de produção da marca francesa. Nela se dá forma, entre milhões de componentes que integram os vários modelos da marca, a meio milhão de caixas de velocidades, uma produção de tal forma intensa que coloca esta unidade fabril entre as maiores exportadoras do país. Mas isso não basta – as resoluções da Renault Cacia para 2015 são continuar a crescer e transformar-se num modelo para o grupo.

A unidade fabril situada em Aveiro produz por ano milhões de componentes para todos os modelos da marca e é a segunda maior fábrica automóvel de PortugalPor Wilson Ledo

O diretor-geral da Renault Cacia admite que os custos de energia são elevados em Portugal. Contudo, a experiência e o preço da mão de obra continuam a compensar a aposta. A aposta nos fornecedores nacionais é um dos caminhos a seguir.

“Não é muito conhecida em Portugal, mas é uma fábrica importante para a indústria automóvel”. As máquinas trabalham na zona periférica de Aveiro desde 1981. No interior de cada armazém funcionam autênticas “cidades” em atividade.

Por ano, produz mais de 500 mil caixas de velocidades, o produto-estrela, que chega mesmo a representar 20% do grupo Renault a nível internacional. Ao balanço juntam-se outros três milhões de componentes.

Toda a produção da Renault Cacia segue além-fronteiras, posicionando a empresa como a 12ª maior exportadora nacional. Os mercados de proximidade – França e Espanha – são os principais destinos.

Em 2015, a multinacional vai voltar a investir 11 milhões de euros na Renault Cacia, destinados ao início da fabricação de novos componentes. A previsão é de que o volume de negócios da fábrica portuguesa se mantenha na ordem dos 260 milhões de euros neste ano. Para isso, é preciso bater a concorrência tanto dentro do universo das 37 fábricas do grupo Renault como fora dele.

“Os gastos de energia são mais elevados em Portugal”, admite o diretor-geral Juan Pablo Melgosa. Mas a competência dos trabalhadores e os baixos custos salariais continuam a compensar a aposta no país. “É este o suporte para que Cacia possa concorrer com outras fábricas do grupo”, reforça o responsável.

Os principais rivais estão bem identificados para cada um dos componentes produzidos. “Temos de estar um passo à frente dos outros para assegurar o nosso futuro”, posiciona Melgosa. Essa vantagem pode ser ganha através do reforço nos fornecedores nacionais, baixando os custos de produção e logística. Faltam propostas verdadeiramente competitivas a esse nível.

A Renault Cacia quer “ser uma referência dentro do grupo Renault”. As exigências de precisão e segurança movem uma equipa com cerca de mil trabalhadores, com uma média de idade a rondar os 40 anos. O número de funcionários transforma-a na segunda maior fábrica automóvel do país, a seguir à Volkswagen Autoeuropa em Palmela.

Para já, fica uma certeza ao longo das quatro dezenas de linhas de produção: em cada automóvel da marca francesa, pelo menos um componente terá sido fabricado pela Renault Cacia. “Poucas fábricas podem dizer isso”, orgulha-se o diretor-geral.

Fonte: Jornal de Negócios

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