Especialistas em segurança focam-se na prevenção de acidentes

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A História tem provado que os fabricantes de veículos se preocupam cada vez mais em proteger o condutor e os tripulantes num acidente, como desenvolvimentos tecnológicos como cintos de segurança e airbags. Hoje em dia, a chamada segurança secundária – accionada no momento do acidente -, está a ser substituída pela segurança primária, que pretende evitar que os acidentes aconteçam, segundo o Fleet News.

“É o futuro da segurança rodoviária”, assegura Matthew Avery, Gestor de segurança e sinistralidade na organização britânica de investigação de acidentes Thatcham. “Estamos no início de uma revolução, pois estas novas tecnologias têm um grande potencial para redução de danos e ferimentos”. Avery fala dos Sistemas Avançados de Assistência ao Condutor, que estão a ser desenvolvidos pela maioria das marcas de carros.

Segundo o Ministério dos Transportes britânico, mais de 2 mil pessoas morreram nas estradas da Grã-Bretanha em 2008. Pelo menos um terço das vítimas eram camionistas.

A maioria das empresas frotistas já investiu nas primeiras tecnologias de previsão de acidentes, introduzidas há mais de dez anos. Controlo de estabilidade electrónica, ou ESC (Electronic stability control), que em algumas empresas é obrigatório, ajuda a reduzir o número de acidentes na estrada.

Segundo os dados do Ministério dos Transportes, veículos equipados com ESC têm menos 25 por cento de probabilidades de sofrer uma colisão fatal, resultando em menos 380 mortes e menos 7800 acidentes anualmente.

Mas as novas tecnologias que estão a ser desenvolvidas e introduzidas pelos fabricantes podem ajudar melhor os camionistas.

Os sistemas de travagem automática de emergência (Autonomous Emergency Braking), já estão a ser introduzidos por fabricantes como a Audi, Honda, Volvo, Mercedes e Toyota.

Num estudo de queixas de seguro realizado pela Tchatcham, 26 por cento seriam por colisões traseiras, um dos mais típicos acidentes. Com travagem automática, a maioria destes acidentes, muitas vezes causados por distracção, poderiam ser evitados.

A primeira geração de sistemas de travagem automática usam radares para identificar riscos de potenciais colisões e travar no momento em que a colisão parece inevitável, para reduzir o impacto da velocidade e danos associados. Outros sistemas “apertam” os cintos de segurança e preparam o sistema de airbag para obterem a melhor performance em caso de colisão.

A segunda geração de sistemas, desenvolvida a partir da primeira, inclui limites de velocidade. O sistema Volvo City Safety destina-se ao tipo de acidente mais comum – colisão frontal com traseira -, que ocorre tipicamente a velocidades abaixo dos 20 km/h. “Estes acidentes representam por volta de 75 por cento das colisões, e se houvesse um sistema destes para todos os carros, isto poderia reduzir significativamente os custos de reparação dos carros”, explica Avery. “Esta tecnologia tem um custo baixo, pelo que será aplicada a cada vez mais veículos. Por exemplo, o novo modelo da Focus terá este sistema”.

Outra das novas tecnologias a gerar interesse entre as frotas é o “Alco-lock“, que controla os níveis de álcool do condutor. Se o limite é excedido, o veículo impede o arranque. A Volvo já tem este sistema, chamado Alcoguard, que exige que o condutor sopre para um dispositivo antes de começar a conduzir. Se o condutor apresentar um nível de álcool muito elevado, o dispositivo imobiliza o veículo, que só voltará a arrancar quando o nível de álcool do condutor for reduzido ao nível autorizado. “As últimas versões desta tecnologia vão ser integradas no veículo, para que o condutor não tenha que soprar em nada”, diz Avery.

Esta tecnologia já conquistou o apoio do Ministério dos Transportes, que já encoraja as empresas frotistas a usar alco-locks como condição para o recrutamento dos seus condutores.

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