Entrevista ao Secretário-Geral da ACAP

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Quais são as perspectivas da Acap para a segunda metade do ano?
É normal que se assista a um desacelerar das vendas no segundo semestre, porque as vendas dos veículos ligeiros de passageiros reflectem uma situação atípica nestes primeiros meses do ano, com a antecipação de compras na sequência do anúncio do aumento do IVA. Verificou-se também uma reanimação do mercado de rent-a-car e de gestão de frotas, a recuperar da forte recessão em 2009. As previsões da Acap são revistas a cada três meses. Em Abril revimos em alta, de 8% para 15%, as previsões iniciais de aumento das vendas para o total de 2010, mas mesmo assim ainda ficaremos abaixo de 2008, porque o ano passado foi muito mau.

O aumento das vendas de comerciais ligeiros indicia uma melhoria da confiança das empresas?
Esse é o segmento de mercado que irá talvez demorar mais tempo a recuperar. No ano passado houve uma quebra de 30% das vendas de veículos comerciais ligeiros, que já se tinha seguido a um recuo de 20% do mercado em 2008. Para o crescimento de 24,6% neste primeiro semestre pode ter contribuído uma maior confiança dos empresários, mas ainda estamos muito longe dos volumes em anos anteriores à crise.

E quanto ao mercado dos veículos pesados (camiões e autocarros)?
Aí é a crise total. É queda sobre queda todos os meses. Há mais de ano e meio que as vendas não sobem, porque é um mercado que está muito dependente dos investimentos que estejam a ser efectuados.

in Diário de Notícias

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