ECO.mob – conheça as medidas de estímulo à mobilidade elétrica

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O Programa de Mobilidade Sustentável para a Administração Pública, também conhecido como ECO.mob, foi dado a conhecer ontem e tem entre os seus objetivos o de estimular a escolha de soluções de mobilidade menos poluentes – com forte privilégio para a mobilidade elétrica. O ministro do Ambiente Jorge Moreira da Silva enumerou as medidas mais significativas que serão tomadas ainda este ano nesse sentido, de entre as quais se destacam a instalação de novos pontos de carregamento rápido e aquisição de veículos elétricos para a frota da administração pública.

Falando na sessão pública “Mobilidade Elétrica: Resultados e Perspetivas”, em Lisboa, o governante referiu que “até ao final do ano vão ser instalados 49 pontos de carregamento rápido para veículos elétricos nas autoestradas e nas vias rápidas em Portugal”, os quais terão uma distância inferior a 50 quilómetros.

“Com a instalação dos 49 pontos de carregamento rápido é a dimensão da segurança do abastecimento dos veículos elétricos que está a ser melhorada”, sublinhou.

O ministro sublinhou ainda o facto de a mobilidade elétrica em Portugal dever ser vista como “um desígnio incontornável” do país.

“Devemos apostar na mobilidade elétrica porque é uma das razões para que haja autonomia energética”, salientou.

Até ao final do ano, o Estado vai adquirir 30 veículos elétricos. Este número deverá aumentar para os 1.200 até 2020, segundo o programa de mobilidade sustentável para administração pública (ECO.mob), estando o seu financiamento garantido pelo Fundo Português de Carbono.

O programa ECO.mob tem como objetivo promover estratégias de mobilidade dos transportes na administração pública, primeiro com a integração de 1.200 veículos elétricos para substituir os veículos antigos e, em segundo lugar, introduzir novas estratégias de gestão partilhada das frotas do Estado.

“A mobilidade elétrica conjugada com a gestão partilhada de frotas na administração pública traduzir-se-á numa poupança estimada de 50 milhões de euros”, salientou o governante.

Para Moreira da Silva, deve-se “abandonar a ideia de que cada funcionário público, cada dirigente e cada organismo [do Estado]deve beneficiar de um veículo para passar-se a considerar que os veículos devem ser geridos numa pool, de uma forma integrada e que o acesso a esses veículos deve ser feito de uma forma eficiente e com critérios de gestão”.

“Os funcionários públicos são integrados nesta atividade no dia a dia, não nas deslocações para o local de trabalho. Nós não entramos nesse domínio. Essa é matéria de definição de política pública de transportes”, esclareceu.

Segundo Moreira da Silva, a gestão partilhada da frota da administração pública e a mobilidade elétrica e sustentável “não é um luxo”, quer a nível ambiental, quer a nível económico, para o país.

“Estamos perante uma verdadeira revolução tecnológica. A mobilidade elétrica será em muito poucos anos o grande padrão da mobilidade a partir de veículos”, garantiu.

“Portugal tem nesta área competências, tecnologia, empresas, instituições e cidadãos conscientes para fazer da mobilidade elétrica uma aposta incontornável”, concluiu.

Fonte: LUSA

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