Crise no Egipto não afecta Inosat

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A crise política no Egipto e as convulsões que daí têm resultado não estarão a ter grande impacto junto das empresas portuguesas de tecnologia. Pelo menos, é essa a convicção das principais associações do sector. A ANETIE – Associação Nacional das Empresas de Tecnologias de Informação e Electrónica explica que, pelo que tem conhecimento, o Egipto é um país com pouca actividade para as empresas portuguesas da área tecnológica. A Inova-Ria tem a mesma sensibilidade, como explicou ao TeK António Teixeira, director executivo da Associação de Empresas para uma Rede de Inovação em Aveiro.

A actividade da associação no apoio à internacionalização, no que se refere aos países árabes, passa aliás um pouco ao lado do Egipto e dos países que, neste momento, estão apontados pelos analistas como vulneráveis. Para o segundo semestre do ano está agendada uma missão empresarial aos Emirados Árabes Unidos que, pelo menos até à data, está fora da rota provável dos distúrbios.

Contudo, Marrocos, Argélia e outros países da região – hoje apontados como vítimas prováveis de um efeito de contágio face aos acontecimentos na Tunísia e no Egipto – são alvo de investimento para empresas portuguesas, também da área tecnológica.

É o caso da Inosat que, na lista de países para onde internacionalizou as suas soluções de localização GPS, integra Marrocos e Argélia, onde assegura presença via parcerias. “A nossa actividade em Marrocos e na Argélia representa mais uma vitória no processo de internacionalização da Inosat e a concretização dos objectivos de expansão da empresa”, explica Jorge Carrilho, co-fundador e administrador da Inosat.

Em ambos os países, a actividade decorre normalmente. “As nossas operações em Marrocos e na Argélia mantêm a normalidade, sendo que os nossos parceiros não reportaram qualquer abrandamento no mercado em virtude dos acontecimentos registados no Egipto”, precisa o responsável, acrescentando não acreditar “que venha a ser necessário colocar em acção um plano de contingência”. Se o for, no entanto, a Inosat assegura que está preparada.

Jorge Carrilho explica ainda que a aposta no mercado árabe aconteceu porque este é um “mercado importante e pouco explorado, com forte apetência por soluções tecnológicas e com falta de capacidade de resposta para necessidades de localização e gestão de frotas“, áreas que as soluções da empresa cobrem.

in Sapo Tek

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