Concessão da Carris e do Metropolitano de Lisboa destinada apenas a candidatos experientes

0

Sérgio Monteiro falou aos jornalistas a propósito do concurso de concessão da Carris e do Metropolitano de Lisboa, defendendo que este serviço público só poderá ser passado para “mãos” com experiência nestes meios de transporte. Transmitindo aquela que é a visão do Governo sobre o assunto, o secretário de Estado dos Transportes, Infraestruturas e Comunicações acrescentou que, por se tratar de um serviço importantíssimo e essencial para a mobilidade das pessoas, a escolha terá de recair sobre candidatos com provas dadas no assunto, mostrando recetividade quanto à hipótese de a Câmara Municipal de Lisboa se apresentar a concurso.

 O secretário de Estado dos Transportes, Infraestruturas e Comunicações falou sobre o concurso de concessão da Carris e do Metropolitano de Lisboa, cujo anúncio está previsto para fevereiroO secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, afirmou hoje que o Governo quer candidatos com experiência comprovada no concurso de concessão da Carris e do Metro de Lisboa.

“Queremos candidatos com experiência nestes meios de transporte. Nós não podemos entregar um serviço público essencial para a mobilidade das pessoas a quem acha que tem essa capacidade, mas que nunca comprovou”, disse Sérgio Monteiro, num almoço-debate no Instituto Amaro da Costa, em Lisboa.

O secretário de Estado assegurou que da parte do Governo “não há nenhum problema relativamente” à hipótese de a Câmara de Lisboa se apresentar a concurso.

“Apresentem-se a concurso, tenham um alvará de transporte”, afirmou.

O concurso público para concessão da rodoviária Carris e do Metro deverá ser lançado em fevereiro, segundo o responsável.

Da parte dos sindicatos têm surgido iniciativas de protesto, incluindo greves, pela possibilidade de concessão a privados.

A Câmara de Lisboa aprovou em novembro uma proposta da maioria socialista para uma gestão municipalizada da Carris e do Metro.

O tema foi levado à reunião do executivo municipal através de uma proposta subscrita pelo presidente, António Costa (PS), para a criação de um contrato de parceria pública.

Nesse contrato pode ler-se que o município pretende assumir o “exercício pleno” de competências no planeamento e gestão das redes e frotas, na fixação de tarifas e preços e na definição de níveis de serviço e de objetivos de gestão operacional, entre outros.

O Estado manterá nesses sete anos o capital do Metro e da Carris e os mecanismos de controlo financeiro das empresas.

Findo esse prazo, “e em função dos resultados alcançados, o Governo e a Câmara negociarão os termos de uma solução futura, na qual, desejavelmente, o município de Lisboa assuma em pleno as suas atribuições e competências legais em matéria de titularidade e de gestão dos sistemas de transportes públicos da cidade”, refere o documento.

Por: LUSA

Fonte: Notícias ao Minuto

Share.
Saiba mais sobre:   Atualidade, Gestão de Frotas

Leave A Reply