Combustível profissional: camionistas e Governo entram em acordo

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O Governo e as três associações de transportadores rodoviários de mercadorias alcançaram ontem um acordo que permitirá que a majoração das despesas com combustível para efeitos de IRC possa chegar aos 140%.

A passagem da majoração com estas despesas de 120% para 140% é uma das quatro medidas de apoio ao sector previstas no acordo. As restantes medidas passam pelo abate temporário de veículos para que as empresas não paguem Imposto Único de Circulação (IUC) enquanto os camiões estão parados e a cessação de pagamento de IUC a partir do momento em que as empresas entregam os documentos a pedir subsídios europeus para o abate de veículos.

A quarta medida é a possibilidade de poderem ser reclamadas as coimas sem que seja exigido o pagamento de uma caução, no que respeita a matérias laborais e sociais.

Apesar do acordo sobre estas matérias, Artur Mota, presidente da Associação Nacional de Transportadoras, considerou que estes apoios terão, apenas, efeito a “médio e longo prazo”, não resolvendo os problemas a curto prazo.

O consenso entre o Governo e as associações de transportes de mercadorias sobre a majoração das despesas com combustíveis surge numa altura em que a Comissão Europeia revelou dados segundo os quais o gasóleo em Portugal é o segundo mais caro da União Europeia, sem contar com impostos. De acordo com o último boletim da direcção-geral de Energia, cada litro de gasóleo antes dos impostos custa em Portugal uma média de 76,89 cêntimos, mais 5,7 cêntimos do que a média da UE, com excepção para a Grécia. Com impostos, o gasóleo português passa a ser o sexto mais caro da UE, ao custar 1,394 euros/litro.

A gasolina sem chumbo 95 é a quarta mais cara antes dos impostos, com o preço do litro nos 67,64 cêntimos (1,549 euros após os impostos).

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in Correio da Manhã

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