Chuva desmotivou manifestantes no buzinão contra as SCUT

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A vontade de protestar contra a introdução das Scut (auto-estradas sem custos para o utilizador) do Norte era muita, mas a intensa chuva e o forte vento que se fizeram sentir durante todo o dia de sexta-feira levou a que muitos manifestantes decidissem não sair à rua. Para as 17h00 estavam previstos buzinões na Póvoa de Varzim e no Porto, mas pouco mais de uma dezena de pessoas compareceu em cada local.

“O São Pedro está a chorar pelo comportamento do Governo. Somos poucos, mas esperamos que a nossa mensagem seja ouvida. Nem a chuva nos faz desistir”, disse Valdemar Madureira, porta-voz da Comissão de Utentes do Grande Porto e que se juntou ao buzinão na Via de Cintura Interna (VCI).

Os protestos contra a introdução de portagens nas Scut do Grande Porto, Norte Litoral e Costa de Prata começaram com mais de uma hora de atraso. Só às 18h20, quando a chuva abrandou, é que os carros saíram para a VCI, no Porto. O buzinão praticamente não se fez sentir e durou apenas alguns minutos.

Na Póvoa de Varzim a adesão também foi fraca. Cerca de quinze condutores percorreram a estrada desde o centro da cidade até à Azurara, percurso que deverá ser escolhido por muitas pessoas após a introdução das Scut. “Isto não tem jeito nenhum, tenho de usar muitas vezes a A28 para Viana do Castelo e a pagar portagens vou gastar quase 50 euros por mês”, disse Filipe Faria, um dos condutores envolvidos no protesto.

POUCOS ADEREM A BUZINÃO NA EN125

De megafone na mão e indiferente à chuva, José Domingos incentivava, ontem à tarde, os automobilistas que passavam pela rotunda de Boliqueime (Loulé) a protestar contra as portagens na A22. Ao lado, outros elementos da Comissão de Utentes da Via do Infante distribuíam panfletos a alertar para os custos da medida. Os condutores mostravam-se solidários com a luta, mas apenas poucas dezenas participaram na marcha lenta, acompanhada de buzinão, que se seguiu pela EN125.

“Tivemos pouco tempo para preparar a acção”, explicou João Vasconcelos, porta–voz do movimento, adiantando, no entanto, que a petição on-line lançada há cerca de oito dias contra as portagens já foi subscrita por quase “cinco mil pessoas”. Apesar da pouca adesão, o protesto conseguiu congestionar o troço da EN 125 entre Boliqueime e Alcantarilha. A comissão diz que já está a preparar outras acções de protesto.

Em Viseu, apesar da intensa chuva, mais de uma centena de pessoas participaram no buzinão contra as portagens na A23, A24 e A25. Entre as 18h00 e 19h30, o trânsito esteve um caos e quase parado. “Foi uma boa acção de protesto, é um sinal de que o povo não vai parar a luta”, disse Francisco Almeida, porta-voz da comissão de utentes daquelas vias rápidas. O protesto, que seguiu para a A25, contou com mais de uma dezena de camiões de empresas da região. Na Guarda também se realizou um buzinão mas com pouca adesão.

in Correio da Manhã

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