Carrinhas de tabaco sofrem cada vez mais assaltos

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Perto de um milhão de euros foram roubados em tabaco só no primeiro trimestre deste ano. Entre Janeiro e Março foram assaltadas trinta carrinhas de distribuição (com carregamentos que equivalem a dez mil euros), que correspondem a 300 mil euros, e furtados dois armazéns, num prejuízo de cerca de 400 mil euros. Feitas as contas, 700 mil euros. Isto sem contar com as máquinas roubadas de cafés e restaurantes. O valor do prejuízo pode chegar a perto de um milhão.

Os números avançados pela Associação Nacional de Grossistas de Tabaco dão conta da realidade dura e crua de um sector assolado por assaltos violentos. “É frustrante não ter uma resposta clara a dar aos empresários que estão a ficar desesperados e já pensam em fechar as portas”, referiu ao CM Carlos Duarte, presidente da Associação.

A tendência é de crescendo. No total, em 2009, foram roubadas 83 carrinhas, três armazéns e 500 máquinas dos estabelecimentos. “Todos os anos os assaltos aumentam e as consequências são trágicas: as seguradoras já não renovam as apólices devido aos prejuízos. Este ano há uma viragem: menos assaltos do que no primeiro trimestre do ano passado, mas o valor levado é bem maior, porque só nos dois armazéns roubados foram levados 400 mil euros em tabaco. Precisamos de respostas, porque em breve podemos perder vidas”, alerta.

Altamente profissionais, bem armados e violentos, cada vez mais os ladrões usam facas, pistolas e até metralhadoras. Mas o terror não termina aqui: na maior parte das vezes os condutores são sequestrados e agredidos. Depois são abandonados em locais ermos. “Estamos decepcionados com a forma como nos tratam. Os assaltantes usam armas e quando são presentes ao juiz nada acontece. As forças de segurança até podem actuar bem, mas a Justiça não está do nosso lado”, finaliza Carlos Duarte. Para fazer face ao problema têm sido adoptadas medidas preventivas, como o carregamento de apenas metade da mercadoria, mas “isso não garante que os funcionários não são agredidos”.

Reduzir a criminalidade

Uma das formas de evitar este flagelo é apostar em sistemas de gestão de frotas e localização GPS para as carrinhas de distribuição de tabaco. Em caso de perigo, estes sistemas emitem um alerta para a empresa, que localiza de imediato a viatura e mobiliza as forças de segurança, que se lançam no encalço da viatura. Há registo de acções bem sucedidas, com a PSP a localizar a viatura e o motorista pouco depois do assalto.

Conheça um caso de sucesso graças à Localização GPS

in Correio da Manhã

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1 comentário

  1. Caros Srs, aqui no Brasil e creio que no resto do mundo o roubo de cargas é um problema muito sério. Nossos caminhões de grandes e médias frotas já circulam com redes protetoras nas portas e GPS, qualquer parada fora do itinerário o carro é bloqueado.

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