Camionistas: Protesto começa hoje

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Hoje, os camionistas portugueses deverão conduzir a 40 quilómetros/hora. “Portugal a 40” é o nome da iniciativa promovida pela Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas (ANTP), que reivindica, junto do Governo, a redução do preço do gasóleo e a não introdução de portagens nas SCUT, entre outras medidas. Para amanhã e quarta-feira, a “marcha lenta” continua e, no dia 7 de Junho, está marcada uma paralisação.

A ANTP, associação com cerca de mil associados, que conduzem perto de 35 mil veículos, reclama a redução de oito cêntimos ao litro do gasóleo e a alteração da lei das contra-ordenações. A entidade protesta, também, contra a introdução de portagens nas SCUT (auto-estradas sem custos para o utilizador) e a redução em 13% do custo das auto-estradas para os transportes públicos de mercadorias pesadas.

De acordo com o presidente da ANTP, Silvino Lopes, terão encerrado mais de 3500 empresas nos últimos anos. “Acho que isto é grave num universo de 14 000 empresas”, salientou o responsável, citado pela Lusa. “Está marcada uma paralisação para o dia 7 de Junho. Deixamos aqui o repto a todos os transportadores para aderirem”, afirmou Silvino Lopes, sábado passado, no final de uma reunião em Pombal que reuniu 70 empresários.

Sindicatos contra

A unanimidade do protesto não chegou a todo os intervenientes do sector. A Federação dos Sindicatos dos Transportes Rodoviários e Comunicações (FECTRANS) aconselhou os trabalhadores do sector a não participarem na paralisação de 7 de Junho convocada pelas transportadoras.

“Vamos aconselhar os trabalhadores a não participarem nesta forma de luta, uma vez que no pacote de reivindicações que os patrões fazem ao Governo está uma mexida no Código de Trabalho, logo uma medida contra os trabalhadores. Devem ser os patrões a lutar e não a usarem os trabalhadores”, manifestou Vítor Pereira, dirigente da federação, citado pela Lusa.

in Jornal de Negócios

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