Camionistas portugueses sentem-se asfixiados

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Os camionistas portugueses estão cada vez mais asfixiados e inconformados com a situação da classe, denuncia a maior associação do sector. “A conjuntura hoje é um barril de pólvora”, alerta António Mousinho, líder da Associação de Transportadores Públicos Rodoviários (Antram).

Em 2009 o sector perdeu “25% do volume de vendas”, cerca de 750 milhões de euros de um bolo de 3 mil milhões gerado por 50 mil camiões, segundo a Antram. Isso levou a que “no ano passado, fechassem mil empresas de transporte rodoviário”, segundo Mousinho citando o Instituto de Mobilidade dos Transportes Terrestres.

ANTP ameaça nova greve

A estrangulação do sector só se tem agravado em 2010, fruto da subida dos combustíveis – “8% desde Dezembro” -, das dificuldades de acesso à formação profissional e da taxação das ajudas de custo TIR – apoios aos camionistas para compensar diferenças no custo de vida nos países por onde passam. Juntando a isto “a perspectiva do fim das Scut”, ficam lançados os condimentos para uma repetição da contestação do Verão de 2008. “A mínima faísca pode incendiar tudo”, diz a Antram. “É preciso apostar-se no diálogo para se evitar o drama de 2008”, sublinha mesmo.

Insustentável
Com a actividade económica parada e “um mercado de combustíveis onde a lei da oferta e da procura não funciona”, com os preços a subir numa altura de menos procura, diz Mousinho, o sector está estrangulado. “São preocupantes as diferenças fiscais [ISP] entre Portugal e Espanha, não nos deixam competir em pé de igualdade.” E com a chegada das portagens às Scut a concorrência com empresas estrangeiras será ainda mais difícil. “Vão ser meios electrónicos a cobrar as portagens mas os camiões estrangeiros não vão ter esses meios”, aponta. Há vários casos em que veículos estrangeiros utilizam as faixas da via verde e assim não pagam portagens.

Comissão contra SCUT promove marcha lenta

Já nas ajudas de custo, Mousinho acusa o novo diploma de lançar o caos na Segurança Social. “Em Braga entendem de uma forma, no Porto de outra.” Estas ajudas passaram a ser taxadas com a chegada de Sócrates e, mesmo com a aprovação de um novo diploma no Verão passado, a situação não se resolveu. E sem o problema resolvido, as empresas não conseguem licenciar novos camiões.

in Jornal i

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