Camionistas decidem paralisação no sábado

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A Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas (ANTP) reúne-se sábado à tarde, em Pombal, para decidir se e como avança a paralisação decidida em Rio Maior no passado dia 24 de abril.

Silvino Lopes, presidente da ANTP, disse hoje à agência Lusa que a associação continua a aguardar respostas concretas do Governo ao caderno reivindicativo das transportadoras, um “silêncio” que levou muitos associados a solicitarem a reunião de sábado.

Na reunião de 24 de abril a paralisação foi agendada para “qualquer dia a partir de 10 de maio”, nas vésperas da visita do papa Bento XVI a Portugal, mas, dias antes, foi suspensa por haver “abertura ao diálogo” por parte do Governo.
Silvino Lopes disse hoje à Lusa que de facto se realizaram algumas reuniões para “aprofundar o caderno reivindicativo”, mas que até ao momento não foi comunicada qualquer decisão do Ministério dos Transportes e Obras Públicas.

“Fomos desafiados pelos associados a fazer a reunião. Vamos ver o que temos em mãos até sábado e o que os associados têm a dizer”, disse à Lusa.

O presidente da ANTP assegurou que a decisão tomada em 24 de abril “não foi revogada” e que poderá assumir o caráter de paralisação, de marcha lenta ou outra forma de protesto que venha a ser decidida.

Em causa está, nomeadamente, a proposta de regime de contraordenações que a ANTP considera “grave se avançar como está, com multas que podem chegar a mais de 60 000 euros, o que ditará o fecho de muitas empresas”, afirmou.

As transportadoras exigem ainda a aplicação em Portugal da diretiva comunitária que permite a redução do preço do litro do gasóleo em oito cêntimos/litro e contestam o pagamento de portagens nas SCUT (autoestradas sem custos para o utilizador), entre outras reivindicações.

A ANTP foi criada na sequência do bloqueio de 2008, alegando possuir cerca de mil associados, num setor onde existirão “mais de 13 000 empresas” com um total de 59 000 veículos de transporte de mercadorias.

A associação reivindica para si a representação das pequenas e médias empresas do setor, que afirma corresponderem a 82 por cento dos camiões existentes no país.

in Jornal i

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