Automóvel novo: qual a melhor opção de aquisição? Vantagens e diferenças entre a compra e o aluguer

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Embora no momento de adquirir um veículo novo a maioria dos consumidores nacionais opte pela compra (geralmente através da contração de crédito), existem outras opções que se podem revelar igualmente vantajosas para os automobilistas. Falamos de soluções como o leasing e o ALD que ganham cada vez mais popularidade em contextos como o atual, quando o pronto pagamentonão é uma possibilidade para uma grande fatia dos compradores e os requisitos para atribuição de crédito são mais exigentes.

Compra a crédito, leasing e renting - diferenças e vantagens das modalidades de aquisição de carro novo

Apesar de o crédito ser a fórmula mais usada, o leasing e o ALD estão a ganhar terreno junto dos consumidores

Numa altura em que a concessão de crédito está mais restrita e pagar a pronto é uma tarefa quase impossível para a maioria dos consumidores, há outras opções de financiamento a que pode recorrer para ter acesso a um carro novo. A maior parte destas soluções alternativas – leasing e renting, esta última destina-se a veículos de gamas mais altas – são opções viáveis para quem não faz questão de ter o automóvel em seu nome.

“O leasing é a melhor escolha para quem está disposto a abdicar da propriedade do veículo até ao final do prazo do financiamento”, revela a Associação de Defesa do Consumidor (Deco) que fez a simulação do custo total de um empréstimo a 48 meses para um Renault Clio novo nas modalidades de leasing e de crédito automóvel.

De acordo com as contas da entidade, ao optar pelo leasing, pode poupar, entre 760 e 1060 euros. Mas nem tudo são vantagens. Tanto nesta modalidade, como no ALD, todas as instituições de crédito exigem seguro de responsabilidade civil com capital superior ao mínimo obrigatório e seguro de danos próprios, o que encarece a compra. “Se, no primeiro caso, o aumento do prémio é quase irrelevante, no segundo pesa na carteira. Caso não esteja disposto a contratar um seguro de danos próprios – que recomendamos para veículos até quatro anos de matrícula – ou faça questão de ter o carro em seu nome desde o início do contrato, a opção pelo leasing e ALD é inadequada”.

Mas quais são as diferenças? No crédito automóvel, as instituições financeiras emprestam dinheiro ao cliente para este adquirir o veículo. Já no leasing e no ALD é a própria instituição que o compra e depois o arrenda ao cliente, mediante o pagamento de uma mensalidade. Isso significa que a propriedade da viatura pertence à locadora até ao fim do prazo do financiamento, altura em que é feita (ou não) a transmissão para o consumidor.

 

JUROS  A verdade é que o leasing e o ALD não são muito diferentes e diferem apenas no aspeto da propriedade. Enquanto o ALD obriga à aquisição do veículo no fim do contrato – o que exige a assinatura de um contrato-promessa de compra e venda aquando da formalização do negócio –, no leasing o consumidor pode decidir se quer ou não ficar com o carro no final do prazo.

“A grande vantagem de ambas as modalidades são as taxas de juro bastante competitivas”, refere a Deco.

De acordo com a ronda feita pela associação, o Banco BiG “bate” a concorrência com uma taxa anual efetiva de encargos global (TAEG) mínima de 5,3% e máxima de 7%. “A entidade vai mais longe e diz que outra forma de obter financiamento quase “a preço de saldo” é aproveitar as taxas promocionais do Banco Credibom, FGA Capital (grupo Fiat) e BMW Financial Services (grupo BMW). “Mas tenha em conta que estão normalmente limitadas a um período de tempo curto ou são específicas para veículos de determinadas marcas e modelos”.

A par dos juros também no caso do leasing e do ALD, não é cobrado imposto de selo sobre a abertura de crédito e sobre os juros. No entanto, tal como acontece no crédito bancário, o imposto único de circulação e a inspeção automóvel ficam a cargo do consumidor.

Em regra, o valor financiado depende da avaliação do automóvel, mas algumas instituições estipulam mínimos e máximos. É o caso do Montepio (mínimo de 7 mil euros), do Banco BPI e do Banco BiG (máximos de 50 mil e de 100 mil euros, respetivamente). Já em relação a prazos, todas as instituições aceitam prazos de 12, 24, 36 e 48 meses, extensíveis a 60 meses no RCI Banque e a 97 meses na FGA Capital. “Simule quanto ficaria a pagar por mês nos vários períodos e escolha o mais conveniente, tendo em conta a prestação que considera ‘suportável’. É óbvio que, quanto mais tempo durar o empréstimo, mais caro ficará. Ainda assim, por vezes, é preferível pagar um pouco mais no total, mas garantir uma ‘folga’ mensal para imprevistos”, aconselha a Deco.

 

FINANCIAMENTO TRADICIONAL  Mas nem todos os portugueses acham esta modalidade uma das soluções mais desejáveis. O crédito automóvel continua a ser o mais usado tanto para a compra de veículos novos como usados. Por norma, a taxa de juro varia consoante os anos do carro. Isto significa que, na maioria dos casos, quanto mais novo for o carro, menor será a taxa de juro.

Dar ou não entrada é outra decisão a ter em conta. Neste caso, o consumidor fica como proprietário, mas para avançar com o financiamento pode ser-lhe exigida uma reserva de propriedade em nome da instituição.

Outra hipótese passa por recorrer a um crédito pessoal. Geralmente a taxa de juro não é o seu ponto forte, já que é pouco atrativa na maior parte dos casos. Mas nem tudo são desvantagens. Por um lado, caracteriza-se por uma elevada taxa de sucesso de aprovação por parte das instituições financeiras. Por outro, possibilita prazos mais alargados e, por isso mesmo, pode traduzir-se numa prestação mensal mais baixa. Ou seja, paga menos, mas por mais anos. Na maior parte dos casos, as taxas propostas são mais elevadas do que nos bancos. Além disso, pode reduzir a taxa com os produtos já contratados: por exemplo, domiciliação de ordenado e pagamentos, cartão de crédito, conta à ordem, etc.

Também é comum os próprios stands oferecerem propostas de financiamento. Neste caso, convém ter em conta o valor total que irá pagar. Isto porque são meros intermediários no financiamento e, muitas vezes, ganham uma comissão sobre os créditos contratados pelas instituições com que trabalham.

Fonte: Jornal i

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