Aumento da produção da Galp surte efeito modesto nas receitas

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A petrolífera portuguesa Galp encerrou o primeiro trimestre de 2015 com um aumento de 57% da produção, mas os bons resultados não se refletiram num aumento proporcional da receita. Tudo por conta da baixa da cotação do preço do crude, que durante o mesmo período caiu mais de 50%. Uma diferença que foi, porém, compensada pelas margens de refinação, as quais atingiram valores  que há muito não se registavam, tendo ultrapassado os cinco dólares por barril.

A Galp aumentou produção de petróleo em 57% entre janeiro e março mas o impacto financeiro desta subida expressiva – alavancada pelo Brasil – não teve grande impacto financeiro, já que a cotação do preço do crude caiu 50%.

Em comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Galp adianta que terminou o primeiro trimestre com uma produção líquida de 38,7 mil barris de petróleo por dia, quando no mesmo período do ano passado produziu 24,6 mil barris. Este aumento de produção ficou a dever-se, segundo a empresa, à entrada em funcionamento no Brasil no terceiro trimestre do ano passado de uma unidade flutuante de produção adicional, a FPSO Cidade de Mangaratiba, no pré-sal brasileiro, onde também a FPSO Cidade de Paraty atingiu a sua capacidade de produção máxima.

Em termos de receitas o impacto foi reduzido porque o preço médio do petróleo de Brent, o índice que mais interessa à Galp, caiu acima dos 50%. O preço médio entre janeiro e março deste ano foi de 53,9 dólares o barril, quando no mesmo período do ano passado atingiu os 105,2 dólares.

A queda da cotação do Brent foi altamente compensada pelas margens de refinação que ultrapassaram os cinco dólares por barril, um valor a que há muito não se assistia e que contrasta com a margem negativa verificada no trimestre homólogo.

A Galp Energia registou um bom desempenho nos volumes de matérias primas processadas, com aumentos de 34,1%, e na venda de produtos refinados (mais 19,7%), tirando partido da melhoria das margens de refinação europeias.

Fonte: LUSA e Público | Fonte (imagem): Steferson Faria / Petrobras

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