Arval: “O Mercado português tem espaço para crescer”

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A crise internacional afectou fortemente o sector do renting, mas também realçou as vantagens inerentes ao renting, afirma Stephan Beck, administrador-delegado da Arval em Portugal.

Quer razões justificam o abrandamento do sector no último ano?
A crise financeira e económica despoletada em 2008 afectou claramente o sector do renting em 2009.Todos os actores do mercado sofreram o impacto ao nível dos valores das viaturas usadas, assim como nas condições de funding. Mas as vantagens inerentes ao produto renting/AOV saíram igualmente reforçadas. Graças à nossa capacidade de reacção, conseguimos inclusive aumentar a frota financiada durante este período (exemplo, B2B e B2C, plataformas online para comercialização de veículos usados, www.stock2c.com / www.arvalcaroption.com ).

Que consequências teve no sector?
Fundamentalmente, foram as grandes empresas que tiraram partido de todas as potencialidades do renting, através da transferência do risco dos valores residuais para empresas como a Arval.

Recentemente, os custos com a mobilidade no nosso país voltaram a aumentar devido à revisão ao Imposto sobre Veículos (ISV) e do Imposto Único de Circulação (IUC). O elevado custo com a mobilidade leva as empresas a focarem-se cada vez mais no TCO (custo total de utilização), em vez de foco apenas no preço.

Que expectativas tem para este ano?
Em Portugal, o negócio do renting está longe da quota obtida nos vários mercados europeus. Para nós, isto significa oportunidade de crescimento no mercado nacional onde esperamos crescimentos de dois dígitos para os próximos anos.

Como decorreu o exercício de 2009 para a Arval?
Conforme mencionado anteriormente, o negócio do renting foi fortemente impactado com a queda verificada no mercado de usados. Contudo, devido aos 4 pilares que fundamentam o nosso negócio (financiamento, serviços, seguro e risco nos valores residuais), os outros 3 pilares foram capazes de absorver as perdas registadas no mercado de usados.

Foram atingidos os objectivos anuais?
O objectivo em 2009 foi o de optimizar os custos da mobilidade nos nossos clientes. Foram ajustados cerca de 1000 contratos em 2009 no sentido de optimizar os custos com a frota dos nossos clientes.

Estas actividades aumentaram exponencialmente fazendo com que ultrapassássemos o nosso objectivo inicial. Os nossos clientes entenderam claramente que os ajustes contratuais não foram apenas acções temporárias. Na Arval incorporamos o ajuste dos contratos sempre que necessário e tendo em consideração o ponto de vista dos custos (com ou sem crise). Enquanto responsável de frota deverá ajustar sempre a situação contratual versus a sua real necessidade em termos de dimensão de frota e a utilização em termos de quilometragem.

No desenrolar da actividade de renting, que vantagens existem na ligação a grupos financeiros ou a empresas de rent-a-car?
O negócio do renting é uma actividade que consome avultadas quantidades de funding. Graças ao facto de sermos detidos por uma entidade bancária pertencente ao Top 5 das maiores entidades mundiais, o BNP Paribas, durante a crise fomos um dos raros casos, em termos de fornecedores de renting, que conseguiram manter condições de funding consistentes.

O nosso negócio não pode ser confundido com rent-a-car (RAC / aluguer de curta duração). Primeiro porque as empresas de Rent-a-car raramente têm fortes estruturas de capital. Esta foi a razão número um para a escassez de veículo RAC em Portugal durante o verão de 2009. O negócio RAC é mais volátil que o AOV Devido à complementaridade de ambas as actividades, trabalhamos com as empresas mais representativas do sector.

in Jornal de Negócios

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