ANTRAM solicita reunião urgente com PM

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A Associação de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) pediu uma audiência ao primeiro-ministro para expor os problemas do sector, contestar a introdução de portagens nas SCUT e propor a harmonização fiscal com Espanha.

“Não encontrámos soluções para os vários dossiers que temos em cima da mesa, alguns dos quais vêm do anterior Governo”, disse à Lusa o presidente da ANTRAM, António Mousinho.

Em cima da mesa estão, segundo o presidente da associação, as ajudas de custo TIR, a contestação à introdução de portagens nas autoestradas sem custos para o utilizador (SCUT) e possível harmonização fiscal entre Portugal e Espanha.

Quanto às ajudas de custo TIR (verba mensal atribuída aos transportadores que realizam serviço de transporte internacional), António Mousinho diz que não existe ainda uma solução nesta matéria, afirmando que “a lei que saiu no ano passado não vinha preparada no sentido de poder ser aplicada de forma objectiva e rápida”.

A associação, que tem cerca de 4.000 associados, contesta também a introdução de portagens nas SCUT, uma medida prevista no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).

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“A ANTRAM entende que a maioria das SCUT não tem alternativas adequadas ao tráfego que hoje passa nas SCUT. Não existindo alternativas, não faz sentido que as SCUT sejam portajadas”, defendeu António Mousinho.

O presidente da ANTRAM disse que a possibilidade de harmonizar o ISP com Espanha é outro dos assuntos que “está em cima da mesa e que não foi tratado”.

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A este propósito, António Mousinho disse que os “combustíveis estão novamente a aumentar assustadoramente sem razão aparente”.

“O barril [de brent]está a 80 dólares e todas as semanas os combustíveis tem vindo a aumentar. Já aumentaram cerca de oito por cento desde Dezembro”, acrescentou.

O presidente da ANTRAM disse que a associação solicitou a intervenção do primeiro-ministro, José Sócrates, porque o Ministério dos Transportes “não consegue ultrapassar a barreira dos ministérios do Trabalho e das Finanças”.

“Existindo esta situação de bloqueio institucional, só a intervenção superior do senhor primeiro-ministro poderá ser a solução para os problemas que temos em mãos”, afirmou António Mousinho, referindo que estes assuntos “não envolvem acréscimo de despesa pública”.

Conheça as reivindicações de António Mousinho:

in Diário de Notícias

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