ANTP congratula-se sobre desconto nas SCUT, mas contesta portagens

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Em declarações ao blogue Gestão de Frotas, o Engenheiro António Lóios, representante da Associação Nacional de Transportadoras Portuguesas (ANTP), mostrou-se satisfeito com o decreto-lei hoje publicado em Diário da República, que determina que os veículos pesados de mercadorias ficam abrangidos por um regime especial segundo o qual é admitido o desconto de 13% no valor da portagem em vigor. “Foi a ANTP que apresentou esta directiva ao Ministério dos Transportes, no âmbito do nosso caderno de encargos, por isso não nos podemos deixar de congratular por esta notícia”, afirmou.

No entanto, António Lóios ressalva que, a 24 de Junho, “pode mudar tudo“, pois será votada na Assembleia da República uma proposta de lei para a revogação dos chips das matrículas. “Se os partidos da oposição votarem contra, não haverá forma de cobrar as portagens nas SCUT”, demonstra.

Se o desenlace for outro, e se mantiverem os chips, António Lóios acredita que “será complicado para as empresas instalarem estes chips até 1 de Julho [data de início das portagens nas SCUT], pois ainda não há informação sobre a distribuição ou compra destes chips”. O responsável acredita que haverá um atraso em relação a esta medida.

Mas António Lóios vai mais longe, e contesta: “Como é que os espanhóis vão pagar as SCUT? E os franceses? Sem o chip, as viaturas espanholas ou francesas não terão como pagar nas portagens, e o Estado também não poderá ir atrás destas empresas”.

António Lóios considera, ainda, que a aplicação de portagens das SCUT é prejudicial para as empresas e para a economia portuguesa em geral, alertando que muitas empresas poderão deslocar-se para Espanha para se tornarem mais competitivas.

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