ANACOM “não vê problemas” na suspensão de emissões em Onda Curta

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A Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) “não vê problemas” na suspensão temporária das emissões da RDP Internacional em Onda Curta, pedida pela RTP ao Governo após uma avaliação devido ao reduzido número de ouvintes e aos custos acrescidos.

Em declarações anteriores à agência Lusa, fonte da RTP disse que a empresa pediu à tutela a suspensão temporária das emissões da RDP Internacional em Onda Curta, ressalvando estar a aguardar uma resposta da ANACOM e que a suspensão ainda não tinha data marcada “por serem necessários procedimentos de consulta prévia” ao regulador.

Contudo, contactada pela agência Lusa, fonte da ANACOM disse que a RTP apenas lhes deu conhecimento sobre a situação e que o regulador “não vê problemas” na suspensão.

A decisão também já tem luz verde do ministro dos Assuntos Parlamentares Jorge Lacão.

Segundo a fonte da RTP, o pedido de suspensão temporária “teve por base vários factores: o cada vez menor número de ouvintes servidos por esta plataforma de distribuição, os custos acrescidos dos últimos anos e o aumento das necessidades de investimento”.

Por outro lado, prosseguiu, “as emissões da RDP Internacional podem ser asseguradas alternativamente através de satélite, cabo ou DTH e Internet, com menores custos e maior qualidade, servindo a esmagadora maioria” dos ouvintes da RDP Internacional.

Só no final do prazo da suspensão provisória será feita uma avaliação das consequências da mesma e tomada uma decisão definitiva”, adiantou, lembrando que “vários operadores internacionais têm optado” nos últimos anos “pelo fim ou diminuição das emissões de Onda Curta”.

Itália, Holanda, Inglaterra e Alemanha são países que tomaram medidas nesse sentido, apontou a fonte à Lusa.

Em rádio, a Onda Curta corresponde à transmissão que cobre uma distância mais longa.

Entretanto, o Provedor do Ouvinte, Mário Figueiredo, manifestou-se “frontalmente contra” a suspensão temporária das emissões da RDP Internacional transmitidas em Onda Curta.

Mário Figueiredo conta que só teve conhecimento desta decisão depois do processo já ter sido desencadeado. “Sou frontalmente contra, como representante dos ouvintes”, afirmou em declarações ao PÚBLICO em Abril.

Mário Figueiredo lembra que as outras plataformas de emissão, como o satélite, cabo ou DTH e Internet implicam custos para o ouvinte ao contrário da onda curta. E programas da RDP Internacional, dedicados, por exemplo, a camionistas, deixam de fazer sentido.

No site da própria RTP a RDP Internacional é definida como “o grande elo de ligação dos portugueses no Mundo. Através das suas emissões, todos, em qualquer ponto, podem aceder instantaneamente ao contacto com Portugal”.

in PÚBLICO

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