ACP: Radares sim, mas onde se justificar

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O novo sistema de radares é positivo, no entanto deverá ser implementado em locais onde os níveis de sinistralidade são mais preocupantes, afirmou o presidente do Automóvel Club de Portugal (ACP), Carlos Barbosa.

Para o presidente do ACP, a questão não está na utilidade do novo Sistema Nacional de Controlo de Velocidade (SINCRO), mas sim nos locais onde os novos radares poderão ser implementados “É preciso ver com a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), com a PSP e com a GNR quais são os sítios onde, efetivamente, há os maiores desastres e os maiores excessos de velocidade e colocar nesses locais os radares” referiu agência Lusa.

Carlos Barbosa acredita que o novo sistema não pode funcionar como uma deliberada caça à multa, em que a segurança assume um papel secundário. Colocar radares em “autoestradas que não têm ninguém, só porque as pessoas passam depressa” em vez da implementação destes dispositivos em estradas nacionais, onde ocorrem a maioria dos acidentes.

São nestes locais que “devem haver bastantes radares, para que as pessoas tenham consciência de que não podem andar em velocidade excessivas nas estradas nacionais”, defendeu.

Também José Miguel Trigoso, presidente da Prevenção Rodoviária Portuguesa (PRP), concorda com a utilidade deste novo sistema para a prevenção de acidentes “É apenas um primeiro passo, porque os radares, para serem efetivamente eficazes”, têm de ser em muito maior número “do que aquilo que vai ser montado”, como acontece, por exemplo, em França, Espanha, na Alemanha, na Holanda e no Reino Unido, disse à Lusa o presidente da PRP” revela.

O novo sistema

O SINCRO é um sistema para deteção automática da infração de excesso de velocidade, sendo composto por uma rede de locais de controlo de velocidade criteriosamente selecionados, segundo o Ministério da Administração Interna (MAI).

Este sistema, que estará a funcionar em pleno em janeiro de 2017, vai contar com 30 radares móveis instalados em 50 locais considerados “extremamente críticos”.

A instalação da rede nacional de radares tem um custo de 3,19 milhões de euros, segundo a verba aprovada em fevereiro em Conselho de Ministros.

Fonte: Lusa e Sic Notícias (adaptado)

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